adoro chuva…

quando tou dentro de casa. acho bem bom assistir a chuva cair.

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chuva bem-vinda porque desde de sexta que o tempo tava igualzinho um forno. sábado nós fomos passear de lanchinha de novo pra tomar banho na baía e aliviar a tortura. domingo não saímos de casa, a não ser pra um mergulho na piscina do condomínio. imaginem, se até esta cearense-que-gosta-de-calor reclamou, é porque tava pegando fogo mesmo. chove chuva!

e domingo foi dia dos pais

maospaifilho1.jpg não pra mim, porque há mais de cinco anos que dia dos pais é todo-santo-dia.
depois que o meu pai saiu “daqui”, instalou-se definitivamente no meu coração.
pra quem ainda tem seu pai do lado, sugiro que aproveite bem muito. ame-o até o talo. mostre esse amor. seja lá de que jeito for. aceite-o. por pior que ele seja, ele teve o mérito de lhe conceber. no mínimo isso. e sugiro ainda: sinta-se grato pelo pai que tem.
pra quem não tem mais o pai do lado, que transcenda a dor da saudade e experimente a delícia de tê-lo mais perto do que antes.
“as vezes é preciso crer pra ver”.
parabéns pros pais que amam seus filhos. parabéns pros que não têm muito tempo, mas arranjam um jeito de doar-se nem que seja dando um nó de afeto no lençol do filho.
p.s. o texto é bem conhecido, daquele passados e reepassados. podem até achar piegas, mas eu acho bem bonitm :-)

agora fudeu mesmo

[tem update lá em baixo]
não dá pra poupar a linguagem chula quando a lama se esparrama.
nunca fui petista. na verdade não sou nada além de uma descrente que não consegue confiar em nenhum político depois que chega no poder. por isso nunca me entusiasmei nem me engajei em campanha alguma. trabalhei em várias, mas como profissional de comunicação e ali estava trabalhando pra um cliente, como se fosse um sabão em pó ou uma padaria.
temos que parar de declamar “batatinha quando nasce” e deixar de tanta ingenuidade. precisamos parar com esse jogo infantil de: “me engana que eu gosto”. somos todos cornos traídos? acho que não, viu! a verdade sempre esteve trançando nas ruas e nós não víamos porque é mais cômodo a cegueira.
a verdade é que a maracutaia começa sempre nas campanhas políticas. é ali que começam os conchavos e o bailar das malas. não se enganem, essa tsunami de lama não é “privilégio” do pt. e não me entendam mal, não estou defendendo os “outrora puritanos”. não defendo zé ninguém. todos viram zé-da-mala. outros já nasceram assim. é bem verdade.
no atual sistema brasileiro não há outro jeito de ganhar eleições majoritárias. precisam de tempo na tv pra poderem enganar os pobres miseráveis, sem educação. então começam a fazer alianças com os outros “partidos” que nada mais são do que duas ou tres letras soltas em busca de uma mala recheada e cargos após as eleições.
por outro lado, as doações da classe empresarial também esperam, ardentemente, pela recompensa de gordos contratos.
e assim se faz um governo.
e assim nós temos sido governados há muitos anos.
e assim a miséria continua imperando à espera do paternalismo nojento.
depois de eleito vem outra batalha: como governar sem maioria no congresso? como aprovar as mudanças “prometidas”? comprando votos dos “oposicionistas”, seja com $$ ao vivo e a cores, seja com cargos.
meu sentimento é de tristeza e ao mesmo tempo de esperança. não que tudo isso vá mudar de uma hora pra outra. mas estamos tendo a oportunidade de enxergar, que mesmo aqueles que ficaram trocentos anos fora do poder, sempre vomitando ética e honestidade, além de se corromperem ainda são burros. odeio burrice.
é burrice sim não saber o que um betão-não-tem-nada-a-perder é capaz de fazer. abre a boca e conta parte “de um tudo”.
daí vem o sr-carecão que abre a boca e num conta nada, só provoca confusão e faz o outro “bonzinho-de-briga-de-galo” ir livrar sua pele contando “a mais pura das verdades”.
uia. e eu fiquei doida. doidinha da silva. já passa da meia-noite e eu aqui acordada, com vontade de chamar o ladrão.
e amanhã o mula-la-la vai falar pela primeira vez sem o duda-rinha por trás.
claro que eu vou ouvir o que eu já sei de cor: “fui traído! minha burrice é tanta que eu não sabia de nada. (voam recibos de omissões pra todo lado no fundo do vídeo). mas podem ter certeza que tudo vai ser investigado e todos serão punidos. e como prova do que eu estou dizendo, os convido pra uma deliciosa pizza hoje à noite, porque, pelo andar da carruagem, tou achando que todas as pizzarias do país vão fechar”.
amém!.
p.s. este texto foi psicodigitado. o santo-patriótico baixou. e quando estou em transe não consigo organizar as plavras. i am sorry about that.
UPDATE: e ele falou. exatamente o que se esperava. com uma voz macabra ele pediu desculpas a nação e diz que não se envergonha. eu sim, me envergonho de ainda sermos tão infantis e precisarmos disso tudo pra amadurecer.

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e-indignação

Estrela que se apaga
NOBLAT
“Lula fingirá até o último dos seus dias que nada teve a ver com ele – mas teve, sim. Depois de disputar e de perder três eleições presidenciais, ele só se dispôs a concorrer pela quarta vez se o partido se rendesse completamente às suas condições. Elas traziam embutida o vírus da corrupção. Para vencer, Lula fez o que condenava nos adversários – e para governar, também.
Fracassou – e, de quebra, arrastou o PT com ele. Porque a arte de governar é mais complexa do que a arte de ganhar uma eleição.
Porque não se governa como se ganha uma eleição. E porque ele jamais se preparou para governar. Não estava pronto, pois, para governar.”
UPDATE 2: “O Congresso lembra um jardim de infância, crianças engravatadas arremessando culpa aos seus colegas. Pede-se desculpa para aliviar o castigo. Ninguém quer crescer ou assumir as responsabilidades. Rouba-se com o cinismo de um adulto, mente-se com a ingenuidade de uma criança. Peter Pan com gancho na mão.”
eu sou fã de carteirinha desse moço. voces ja devem saber disso. ele consegue fazer poesia até com o “lamaçal”. bom demais! se eu fosse voce eu lia o resto do texto.
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e pra não dizer que não falei de flores
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o medo (pode ser) é um desejo ao contrário

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comentei aqui semana passada que um esquilo destemido andava visitando a varanda. a cada vez que ele apareceia, eu o expulsava com medo que ele quebrasse meus jarrinhos.
domingo a gente estava tomando café na varanda e ele apareceu. na cara de pau. não fez cerimônia alguma. o paul, inconsequentemente, inventou de dar amendoim pra ele. fui contra, mas confesso que não fui firme. e começou a brincadeira. o paul dava um amendoim, ele pegava, descia e ia esconder na grama. voltava e ganhava outro. dai o paul resolveu parar. o bicho não se conformou e o paul resolveu colocar um monte amendoim pra ele e deixar lá.
de repente um barco buzinou e ele se assustou e foi parar na estante com plantas. eu fiquei histérica. tirei os amendoins e fiquei expulsando com gritos. sem sucesso, resolvi mudar a tática e falar com carinho. inocente eu, né? claro que não adiantou de nada. o bicho é teimoso, determinado, obstinado. resolvi então ignorá-lo e ai foi quando ouvi o barulho de um jarrinho caindo no chão. grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. foi uma mistura de raiva e tristeza.
e agora? o que vou fazer com os 25 jarrinhos? e o que faço com meu marido maravilhoso que teve esta maravilhosa idéia?
uma amiga sugeriu que eu botasse pimenta num amendoim hihihi. não tive coragem e não conheço a personalidade desse bicho.. e se ele se revoltar completamente e chamar a turma dele?? hahaha. ah meu deus!
voltando ao título… diz que o cérebro não entende a negativa, só entende a imagem. o medo virou um desejo. se eu tivesse tirado o bicho do meu pensamento talvez ele tivesse ido procurar outra “praia”. será?
update
esquilonamesa.jpg o “desgracinha” já apareceu várias vezes, mas tou ignorando a presença dele. ele roda a varanda toda, sobe na mesa, na cadeira, e quando se toca que num tem nada vai embora.
peguei todos os jarrinhos pequenos e levei pra janela de um dos quartos. só deixei os maiores nas estantes. assim espero não ficar louca com este intruso :-))

manhã, tão bonita manhã…

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já é fim de tarde. o clima é perfeito, sem umidade, depois da chuva de ontem à noite.
joão gilberto canta mansamente e eu sentada na varanda, leio na tela o “pequeno tratado das grandes virtudes”. (de André Comte-Sponville – Ed. Martins Fontes, São Paulo, 1999. Tradução de Eduardo Brandão)
A gratidão
“A gratidão é a mais agradável das virtudes; não é, no entanto, a mais fácil. Por que seria? Há prazeres difíceis ou raros, que nem por isso são menos agradáveis. Talvez sejam até mais. No caso da gratidão, todavia, a satisfação surpreende menos que a dificuldade. Quem não prefere receber um presente a um tapa? Agradecer a perdoar? A gratidão é um segundo prazer, que prolonga um primeiro, como um eco de alegria à alegria sentida, como uma felicidade a mais para um mais de felicidade. O que há de mais simples? Prazer de receber, alegria de ser alegre: gratidão. O fato de ela ser uma virtude, porém, basta para mostrar que ela não é óbvia, que podemos carecer de gratidão e que, por conseguinte, há mérito – apesar do prazer ou, talvez, por causa dele – em senti-la. Mas por quê? A gratidão é um mistério, não pelo prazer que temos com ela, mas pelo obstáculo que com ela vencemos. É a mais agradável das virtudes, e o mais virtuoso dos prazeres.”
… Como não agradecer ao sol por existir? À vida, às flores, aos passarinhos? Nenhuma alegria seria possível para mim sem o resto do universo (pois, sem o resto do universo, eu não existiria).”
então tá. então não sou tão abestadinha hehehe.

era uma vez…

uma árvore.
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é estranho ver derrubar – na verdade cortar com uma moto-serra e fatiar assim, feito banana em rodinhas. mas ela ficou prejudicada depois da última tempestade. então melhor assim do que correr o risco dela cair em cima de alguém.
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fiquei com pena dela, mas confesso que gostei porque ganhei mais vista bonita.
ótimo fim de semana pra nós!

O CAÇULA

jane-simmons-daisys-hide-and-seek.jpg “…O caçula é o que ficará mais triste quando a casa está triste, é o que ficará mais alegre quando a casa está alegre. …Não devolve a ofensa, guarda para adubo. …O caçula é o filho inesperado, o amor inesperado, a amizade inesperada. Não tem jeito de profeta, tem jeito de profecia. …O caçula é o mais fiel dos amigos, pois deve ter sido o único que conheceu realmente a solidão. Duvida até da morte para se aproximar um pouco. …O caçula é dos filhos o que não se acostumou a nascer. ” (Fabrício Carpinejar)
delícia de texto. eu que sou caçula, adorei!