futebol americano

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pois é, domingo fui pela primeira vez assistir um jogo de futebol americano. depois que uma alma bondosa que estava no camarote (é, tá pensando o que? camarote do chefão com comes e bebes) me ensinou algumas regras, aquela marmota de uma ruma-de-homem-se-agarrando até fez mais sentido.
se comparar com o basebol eu prefiro bem mais o futebol que, pelo menos, não é aquela coisa lenta, sem ação, que parece não ter mais fim.
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setinha.gif bem que eu queria contar tudo, fazer a reportagem como de costume, mas meu cérebro continua prejudicado. eu fico aqui na frente dessa tela, abobalhada, querendo escrever em vão. tenho fé “em tudo quanto é santo” que um dia ele, o cérebro, vai se conformar com a falta da bicha-nicotina e voltará ao ritmo normal.
e por falar em nicotina, amanhã faz 1 mes! yehyehyeh.
setinha.gif vou deixar esse presente, principalmente para umas pessoas que andam rodando por aqui com umas energias atravessadas. assim elas saberão como eu encaro e lido com essas coisas, e vão procurar outra freguesia. a única coisa que podem conseguir é muita reza pedindo luz e paz!
mas as dicas são interessantes, vale pra todos nós:
Dicas para se proteger das energias pesadas, ditas “negativas”
“flechas não alcançam o céu”.

quem diria

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aquela onde o sarcasmos vazava
e as provocações transbordavam,
hoje esta menina meiga assim.
o que o amor não faz, nada fará.
o que a distância dos olhares alheios
é capaz de fazer com uma pessoa: liberdade.
só assim ela conseguiu SER
o outro lado ou a parte de cima,
vai saber onde tava guardada toda essa meiguice.
ela comecou a brincar de “ser feliz”.
sentiu o gosto doce da leveza sustentavel.
até saudade da ansiedade ela sente.
serenidade ambulante, mas nem sempre.
passou a fazer o bem até sem olhar a quem.
ela não é uma abestada, embora assim pareça.
ela só esta vivendo a deliciosa-alegria-de-ser-feliz.
de repente se pergunta sozinha:
existe preconceito com a felicidade?
acha que sim.
mais sucesso terás se fores triste e acabrunhado.
terás mais ombros a postos se ampliares teu sofrer infinito.
e até muitos admiradores se fizeres reclamações sem-fim.
nana-nina-nam. ela não quer brincar disso.
gostou de sentir
“o gosto salgado das lágrimas chegando aos lábios que sorria”,
quando saudade rasa sentia.
grata. assim ela acorda todos os dias.
e ainda diz: “obrigado senhor, seja la quem voce for”.
quanto mais grata sente-se
mais prazer de viver aparece.
e na janela lateral da sala, na escada de incêndio,
ela alimenta pássaros e esquilos.
e ainda se contenta de tê-los como companhia.
quem diria!
só pode tá louca esta menina.
entre uma tragada e outra, entre um gole e outro,
ela passa o dia assim,
sentada na frente da tela enquanto o mundo la fora,
bem ali do outro lado rio, explode de tudo.
mas ela não liga a mínima pro fascinio da mega-metrópolis.
enquanto a primavera não vem,
ela só olha o rio do lado de cá, e olhe lá,
isso quando o vento não entra de alma a dentro.
nyc passou a ser só uma bela paisagem.
ela prefere a janela e os pássaros e os esquilos.
e os blogs.
até os amigos do peito ficam guardados na memória
enquanto ela se dedica a dedilhar no teclado outras palavras,
que vem do outro lado ou lá de cima. vai saber…
assim ela vive com seu amado-amante-americano,
nunca dantes também possível nesta menina, hoje tão meiga.
quase não tem mais razão.
abre mão da razão em nome da paz do momento.
o veneno que antes escorria facilmente,
só deus sabe onde foi parar.
hoje ela inventa as verdades que quer inventar
e acredita em tudo como se assim a vida fosse.
e a vida passa ser esta, inventada.
boa vida. vida boa de vadia.
meiga e vadia.
quem diria!

escrito algum dia entre fevereiro e março de 2004

liberdade

é o meu sentimento atual.
depois de algum tempo sem vadiar de verdade, encontro em dois blogs – na helô e na graziela – o mesmo poema, de fernando pessoa. já que ele estava me seguindo, ei-lo:
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Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca…
[foto: peguei daqui]

e pra não dizer que não falei de outra coisa parte II:

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semana passada foi toda cinza e molhada, 7 x 0 pras nuvens. o astro-rei não teve chance nem um dia. em compensação desde de sábado que o clima tá perfeito: ensolarado e com temperatura entre 18-20C (hoje chegou a 25C!). nesta época do ano isso é raro. eu achei que o fim de semana seria o último suspiro antes do frio chegar pra ficar. e daí fomos pedalar em mais um trecho da trilha C&O canal, dessa vez entre noland e brunswick (21 milhas = 33km). essa é minha trilha preferida porque a gente pedala entre o canal o rio potomac, com muitas árvores, a gente se sente “abraçado” pela natureza e nem sente a bunda reclamando. à noite passeamos por frederick que é uma cidadezinha bem bonitinha e cheia de restaurantes legais.
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o plano era de pedalar mais um trecho no domingo, mas achamos melhor poupar nossas bundas e fomos caminhar na “montanha” num parque lá por perto.
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ufa! consegui fazer dois posts hoje, iuruuu :-)

“na lua cheia tá doida…”

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largar a nicotina com a ajuda de remedinhos e etc e tal, não é tão duro. mas largar o maldito cigarro é medonho pra c*&^%#@*&@! o bicho fica impregnado na cabeça. afe! a gente afasta e ele volta. cururu perde longe. nunca tive uma demonstração tão clara de como funciona a mente. não é a toa que tou doidinha-da-silva.
mas passa! 20 dias já se foram, pra 20 anos é bem pertinho hahaha. que a nossa senhora do respiro continue me protegendo e que a santa paciência não largue o pé do meu paul (não deve ser à toa que o nome dele é “paul saint-pierre”).