4.8

lilia48birthday 019.jpg
FELIZ ANO NOVO de novo.
hoje começa meu 48o ano por aqui nesta vida. e eu continuo gostando do “passar do tempo”. até agora as melhorias são muiiiiiiiiiiiiiitoo maiores do que os estragos. é verdade que os cabelos estão mais iluminados; o corpo tá em pleno processo de mudança e boto fé de que já ele se ajusta à nova fase. os processos internos estão bem interessantes e gosto de observar e estudar as impermanências. mas o melhor de tudo é sentir o amor fluindo e transbordando independente das formas externas.
abri meus olhos para as belezas espalhadas ao meu redor e não sobra muito tempo pra brigar com as rugas aos redor deles. elas que se rebolem pra chamar minha atenção porque eu mesminha tou muito ocupada me deliciando com as cores do mundo. e meu desejo de sempre é que eu continue vendo cada vez melhor.
então pronto. deixo aqui minha alegria de viver e um abraço cheio de gratidão.
p.s. copio um trecho de um texto do rubens alves que escreve bem sobre essa coisa do “ver”:
“…William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”…”
greategretflying_merittislandrefuge_17jan 200_croped_600.jpg
amém!

4 comentários em “4.8”

  1. Lilia, adorei o texto e fico feliz em saber que sei ver as coisas belas e simples da vida ao meu redor…Feliz Aniversário atrasado, porëm, com o desejo sincero que você continue amando e sendo amada, vivendo plenamente com muita saúde e paz no seu coração. Que você continue a ver tudo de bom e bonito que te cerca e quando tiver vontade partilhe conosco, através de fotos, textos, que nos trará muita alegria ao coração. bjs.

Os comentários estão encerrados.