dadi janki

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eu nunca tinha ouvido falar nesta celebre e sabia ioguina indiana de 86 anos, ate ontem quando recebi um e-mail pelo grupo que participo – artemis – com este texto:
“Uma ioguina indiana, Dadi Janki, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Média e Cientifica da Universidade de Texas, como a “mente mais estável do mundo”, porque mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral. Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas. Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranqüila e sem pesos, ela respondeu:

“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à-toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente”.

se tivessemos uma “ruma” de dadi janki no mundo talvez a paz pudesse reinar. ela bem que podia morar por um tempo na casa branca nera?
(aqui uma entrevista na folha de sao paulo)
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a primavera ta bem longe, mas minhas violetas africanas estao florando :-)
flores proces com o desejo de um otimo fim de semana com paz, saude, sorte e muita alegria no coracao!

perder o folego


achei esse texto abaixo na aurea e roubei pra ca.
Receita de dona Helena
Dona Helena é uma senhorita de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo os dias, às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e perfeitamente maquiada apesar de sua pouca visão. Sua receita para se manter jovem é:
Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles, para isso ele é pago.
Freqüente de preferência seus amigos alegres. Os “baixo astrais” puxam você para baixo.
Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E lembre-se sempre que: A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego… de tanto rir… de surpresa… de êxtase…de felicidade…
legal ne? e eu complemento: nao assista muitos noticiarios. fique alheia a todas as insanidades dos bushentos, dos terroristas, dos politicos corruptos e dos descasos das autridades espalhadas pelo mundo.

e depois doutor?


Um empresário americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los. – Pouco tempo – respondeu o mexicano. Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. O americano voltou à carga: – Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo? O mexicano respondeu: – Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor. O americano assumiu um ar de pouco caso e disse: – Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão. – Mas senhor, quanto tempo isso levaria? – perguntou o pescador. – 15 ou 20 anos – respondeu o americano. – E depois, senhor? O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte. – Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões. – Milhões, senhor? E depois? – Depois – explicou o americano – você se aposentaria. Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, tiraria a sesta com a sua esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos… – Acho melhor não, senhor? – Mas por quê? – pergunta indignado o americano. – É simples… Porque, nos dias de hoje, já levo a vida que você sonha em ter daqui tanto tempo…
(autor desconhecido)
e pra completar eu copio aqui a letra de uma musica:
“eu venho desde de menino, desde muito pequenino
cumprindo o belo destino que me deu nosso senhor
nao nasci pra se guerreiro, nem infeliz estrangeiro
eu num me entrego ao dinheiro,
so ao olhar do meu amor …
eu nasci pra ser vaqueiro,
sou mais feliz brasileiro
eu num invejo dinheiro,
nem diploma de doutor
(raimindo fagner/ricardo bezerra)

eu sou cipreste

entre uma caixa e outra fui vadiar pelos blogs e achei esse “negocio” na helenice. dependendo do dia do mes que voce nasce, voce eh um tipo de arvore. eu sou cipreste.
eh verdade que eu gosto de ciprestes. e ai eles dao as caracteristicas da pessoa:

CIPRESTE, A CONFIABILIDADE
Forte, muscular, adaptado, toma da vida o que ela oferece. Feliz e cheio de conhecimento, odeia solidão. Amante apaixonado, não se satisfaz. Confiável, temperamento explosivo, inquieto, pedante despreocupado. eh razoavel. so nao vou aceitar que me chamem de pedante, mesmo que seja um despreocupado :)

ontem a tarde eu tentei postar varias vezes e a pagina do blogger nao abria. quando abria e chegava na pagina de edicao dava erro. argggggggg. mas enfim, so ontem li a ultima cronica do verissimo “fumantes”. morri de rir. queria ver se morasse aqui em nyc, que nao se fuma mais dentro de nenhum bar/restaurante e algumas muitas vezes nem fora!

a cronica do joao ubaldo

a cronica do joao ubaldo de hoje esta maravilhosa!. “Grande qualidade de vida”: “…Fui criado, por exemplo, com comida frita na banha de porco ou, mais tarde, na gordura de coco. Meus avós, todos mortos depois dos 90 (com exceção do que só comia o saudabilíssimo azeite de oliva – e ele morreu de AVC), comiam banha de porco e torresmo regularmente, mas, claro, ainda não tinham sido informados de que se tratava de prática mortal.” um dia falo sobre este assunto por aqui. para aqueles que irao ler a cronica, digo que na minha opiniao o que faz mal eh o “estreizi”. esse sim eh medonho pra saude.

sejam bem-vindos

eh engracado quando o blog aparece no blogs of note.
ja tinha acompanhado outros blogs que la estiveram e fazia ideia do tanto de visitas que se recebe. eu, que recebia no maximo 30 visitas diarias, hoje ja vai com mais de 350. pois entao, agradecida aos que aqui passaram e sejam bem vindos os que estao chegando. mas por favor

ate agora so um infeliz se manisfestou. e espero que nao aparecam outros, mas se por acaso acontecer, deixo claro que eu mesminha nem escuto a zoada da mutuca.
da caixa postal:
Felicidade Foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado. A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes. Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança. Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara. Depois que cumprimos as missões impostas no berço – ter uma profissão, casar e procriar – passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Martha Medeiros

EMBRIAGAI-VOS

É necessário estar sempre bêbedo.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo,
que vos abate e vos faz pender para a terra,
é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio,
na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala,
perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder:
É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
(baudelaire)

A PIPOCA

Fui futricar nos meus arquivos e achei esse texto muito interessante … ele eh longo, por isso cortei um pouco, mas eh muito interessante. Quem se interessar pelo texto na integra pode pedir que eu mando.

…”A transformação do milho em pipoca macia é o símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer; pelo poder do fogo podemos, repentinamente nos transformar em outra coisa voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser (e que não pode ser de outra forma).
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso dos remédios (das fugas). Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.
É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá… Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca.
….A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminando o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira
Rubens Alves