os fogos


intencao: fotografar a ponte do brooklyn fechada com o carro da policia (luzes azuis)
nao usei efeitos pra deixar esta foto assim. isso foi o resultado da minha frustracao quando chegamos na ponte do brooklyn pra ver os fogos, e ela estava fechada para pedestres!!!!!!!! nao acreditei. passei um tempao ontem lendo noticias e em lugar nenhum dizia que a ponte estaria fechada. nao lido muito bem quando sou contrariada. fui mimada sim. fiquei enfurecida com isso.
ano passado as ameacas de ataques terroristas eram bem maiores e a ponte estava aberta. vai ver que o bloomberg (ai que vontade de esganar esse prefeitinho), pra economizar dindin com horas extras dos policiais, resolveu fechar a ponte. e a foto saiu sem foco, so de raiva. o jeito foi caminhar em direcao ao south street seaport, como outras milhares de pessoas o fizeram. fui resmugando o caminho todo. e anda e anda e finalmente conseguimos chegar num viaduto que estava fechado pra carros.
a espera foi longa. valeu? valeu porque adoro esse pipocar de luzes, mas nem se compara com o que vi ano passado.


pois sim. no pais da freedom, eh proibido beber em lugares publicos: ruas, parques e pracas. a gente sempre ve nos filmes as pessoas bebendo na rua, mas a bebida esta dentro de um saquinho de papel craft. hipocrisia pura. mas, como boa brasileira que sou, sempre dou meu jeitinho: nao era cha dentro desta garrafinha e sim minha bendita cervejinha!!!!!!

independence day


4 de julho eh um dos grandes feriados por aqui. a grande atracao eh a tradicional queima de fogos patrocinada pelas lojas macy’s. eu adoro ver fogos, fico igual a menino pequeno, maravilhada de boca aberta, inebriada com aquelas luzes todas.
ano passado fomos ver na ponte do brooklyn e foram mais de 40 minutos de lindos fogos. acho que repetiremos hoje noite. bolsa termica com cevejinha gelada e algum tira-gosto pra animar a festa.
Hot Dog Eating Contest

outro evento que acontece hoje, eh o Nathan’s Famous Fourth of July International Hot Dog Eating Contest, um concurso muito esquisito pro meu gosto: vence quem come mais salsichas em determinado tempo. por acaso coloquei no canal NY1 e la estava a cena grotesca, 2 enormes e gordos homens e 1 japones magrinho enfiando dezenas de salsichas goela abaixo. o japones foi vencedor, pelo 3o ano consecutivo: conseguiu comer 44 em 12 minutos. que horror! esses americanos tem um jeito de se divertir muito estranho. o evento eh bem importante, ate o prefeito bloomberg tava la. eu heim.

infleunciando

ja influencei duas amigas: uma gaucha que mora em fortaleza que ta com um bucho por acola, quase parindo. ja era hebefrenica, imagina agora! ..”Quero bebê, quero dar de mamar, quero colo, quero minha mãe! Quero casa, quero fralda, quero berço, quero xixi-cocô. Ahhhhhhh!!! Quero ficar acordada durante toda a madrugada…” a outra eh uma cearense que mora em vitoria, cantora, que nunca teve juizo e pelo que li ainda vai demorar muito a ter! …”Estou tentando aprender a ser mais metódica, prá ver se dá um jeito em minha abundancia de abstração… Mais como eu disse..não fico parada!!! Até meu amor está correndo hoje..mal consigo me comunicar com ele!!! Mas o que fazer? O mundo gira-gira-gira-sóis!!!” e assim o mundo dos blogs vai aumentando 🙂

gostos na boca

hoje ja eh quinta-feira de novo e comecei a pensar nestes ultimos 7 dias: quinta passada estava ansiosa esperando o bruno sair da entrevista no consulado americano. nao deu. chororo, decepcao, raiva. passou. ficou um gosto de corrimao de escada na boca. ou talvez de cabo de guarda-chuva. sabado turistico. andando por esta cidade louca e maravilhosa, entre muitos turistas que esta epoca invadem a cidade.
comidinhas, bebidinhas, amiguinhas em casa. domingo mais melancolico do que o normal. o gosto na boca era de nada com coisa nenhuma. as meninas se vao e o paul viaja pro mexico. e aqui fiquei. a noite bateu uma coisa ruim, eu quis devolver e como nao consegui, fui dormir.
segunda amanheceu ensolarada. e acordei, como dizia meu pai, “mal feita de corpo”. a noite o barulho da rua me fez sair. na esquina: baixo acustico, pequena bateria e um piston. fiquei em pe escutando. tao bom.
antes de dormir, a decisao que o amanha seria diferente.
e foi. levantei e fui direto fazer uma caminhada pelo “beira-rio”. isso sempre muda minha disposicao. faxina em casa. a amiga cearense aparece aqui. fomos encher a rua de perna. a noite chegou. bebemos e comemos no bar aqui em baixo de casa.

cheguei em casa e a caixa de e-mail estava cheia de comentarios. blogs of note. legal.
mas acordei ontem com gosto ruim na boca, de novo. desta vez o motivo era outro: pouca comida e “muita” cerveja. cafe da manha reforcado pra compensar. mas a vontade era de comer comida que dar “sustanca”. arroz, feijao, farofa. e ovo. me contentei com um suculento macarrao.
mais um dia mais dentro do que fora de casa. e pronto. hoje ja eh quinta de novo.
gosto bom na boca. e o paul chega a noite. oba! e se a gente prestar atencao, a vida eh mesmo assim: ondulacoes com curvas suaves. horas a curva vai pra baixo, em seguida sobe de novo. se a gente nao teima em amplificar ou prolongar as coisas, sejam elas boas ou ruins, a vida pode ser bela.

sejam bem-vindos

eh engracado quando o blog aparece no blogs of note.
ja tinha acompanhado outros blogs que la estiveram e fazia ideia do tanto de visitas que se recebe. eu, que recebia no maximo 30 visitas diarias, hoje ja vai com mais de 350. pois entao, agradecida aos que aqui passaram e sejam bem vindos os que estao chegando. mas por favor

ate agora so um infeliz se manisfestou. e espero que nao aparecam outros, mas se por acaso acontecer, deixo claro que eu mesminha nem escuto a zoada da mutuca.
da caixa postal:
Felicidade Foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado. A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes. Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança. Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara. Depois que cumprimos as missões impostas no berço – ter uma profissão, casar e procriar – passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Martha Medeiros

BON

blogofnotes.jpg
comecei a fazer esse blog assim do nada e nao imaginei como isso mudaria minha vida de vadia por aqui. e pra confessar mesmo, eu fui saber que existia blog no ano passado (e eh porque sou uma viciada em internet!).
um amigo que mora em sao paulo leu um post do danilo amaral sobre uma viagem que ele fez na epoca do outono, e me mandou o link. li aquele texto bem legal e pronto *. nem desconfiei que era um blog.
ai quando comecou a guerra, e eu queria noticias e relatos mais verdadeiros, eu descobri o que era um blog. pensei: tai, bem que eu podia fazer um negocio desses! e meus amigos la no brasil iam saber de mim todo santo dia. e comecei. mas, embora goste e seja viciada em computador, nao tenho muita paciencia para o aprendizado. eh a idade. mas enfim, peguei o sample do template e comecei a brincar de postar. menino de deus, foi assim a fome com a vontade de comer. foi o chinelo pros pes descalcos. eu gostei tanto tanto dessa brincadeira que meu namorado-quase-marido estranhou. de repente o jantar era so sopa de tomate campbell. “nao tinha mais tempo” pra pensar na janta! so queria ler blogs e mais blogs e fazer o meu proprio sem ter boas condicoes para tal.
so sei que foi e esta sendo muito bom para mim. tem sido otimo esse “chiclete” pra mastigar todo dia. e o melhor eh que sao tantos, tantos blogs interessantes para ler todo dia, que o chiclete nunca fica sem gosto.
e ai, eu saio com a amiga cearense que esta aqui em nyc. quando chego em casa e abro meus e-mails, estao la umas pessoas nunca vistas antes, fazendo comentarios. e uma delas, cita que chegou aqui atraves do “blogs of note”.
ai vai? diaboehdeiz?
quem te viu quem te ve. uma mulher que sempre esteve nos bastidores, hoje foi ao palco. e o mais interessante eh que eles nao colocaram o nome do blog que eh “vadiando”. colocaram “pixota” que faz parte do endereco, e eh meu apelido pros que me conheceram enquanto adolescendo eu estava.
entao, sejam bem vindos. aqui nada de mais encontraras alem da minha bobagem. mas saberas o que sinto. saberas onde anda doendo, ardendo e sorrindo. e pronto. eh so isso mesmo.
falo muito e escrevo pouco, apesar de agora e antes de ontem.
e eh isso. num vou mentir, gostei de ser citada la. seja la o que isto signifique. no final das contas, meus amigos quase nunca vem aqui. eles sao na maioria “tecno-burros”, ou melhor, nao se entendem tao bem com este universo maravilhoso (internet) quanto nos. as vezes eu copy/paste meu post e envio por e-mail pra eles.
e a vida eh mesmo assim. essa eh minha frase predileta entre outras tantas. “o mais importante eh que nossa emocao sobreviva”, o resto eh besteira. e besteira eh bom demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
viva eu, viva tu e viva o rabo do tatu! vou parar por aqui antes que a proxima rima me remeta a linguagem chula 🙂
* descobri depois, que o danilo morou no mesmo predio que eu aqui em nyc. eh demais ne nao?