o ceu cinza. eu

o ceu cinza. eu nem tanto. vontade de sair de casa eh nenhuma. um ventinho frio entra pela janela, dizendo que o outono ja esta aqui. me surpreendo com o prazer que tenho em ficar em casa. diante desta tela, revesando com alguns afazeres domesticos. vou ali, arrumo um pouquinho, volto aqui, leio um blog, respondo um e-mail. volto ali. limpo umas coisas, venho aqui e escrevo. leio. desaprendi a ler livros. nao sei onde sentar para ler. tenho lido nos trens. ou nos parques. em casa nao encontro canto. uma vida que, contada assim, parece uma bobagem. um tedio. simples assim, feliz estou. serena. a ansiedade saiu pra da um passeio e nunca mais voltou. saudade nehuma tenho dela. que ela esqueca o caminho de volta. nao esta fazendo a menor falta. se ela voltar, vai ter que bater na porta e pedir licenca pra entrar. posso ate deixa-la entrar mas nao a convidarei pra sentar. havera de ser uma visita passageira. decidamente nao quero mais intimidade com ela. tenho gostado mais da serenidade. tem sido melhor companheira. para esta tenho dado atencao e carinho. e tenho dito: fique a vontade. a casa eh sua. se instale e viva comigo para o sempre.