desvendado o mistério da flôr

numa loja dessas “tem de tudo” vi uma sessão de sementes e lembrei de olhar se achava a tal da flôr e num é que achei a dita cuja?
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o resto o santo-google se encarregou:
nome científico: alcea rosea
nome popular: malva da índia. (em ingles, hollyhock)
outros nomes: malva rosa, malva real, alcea, malva loca
propriedades medicinais: anti-rugas, calmante, emoliente e resolutiva dos humores, desinflamatório, expectorante, hidratante do cabelo, refrescante da pele.
vadiando também é cultura! inútil, é verdade, mas um blog com um nome desse, quer o que?
ho ho ho

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ontem fizemos mais um passeio de bicicleta bem bacana. mas como ainda estou poupando o pulso, posto amanhã.
não está mais doendo: compressa de gelo, tensor direto, arnica uso interno e externo. e claro, pouquíssimo tempo no computador, e estou usando um mouse comum e não mais o do laptop. tá dando certo. como não tenho tolerância pra dor, continuo evitando digitar.
boa semana pra nós!

o pulso e o taxi

fiz o update com as fotos. quando voltar da pedalada que famos fazer lá em bethesda, faço um update “do no nome da flôr”. o pulso tá melhor, agradecida!
e hoje já é sexta-feira de novo. oba.
será que o tempo passa mais rápido no verão do que no inverno? pelo menos é a sensação que eu tenho.
quando a gente fica mais ativo o tempo voa. no inverno eu hiberno, literalmente. até dentro de casa sou lenta pra fazer as coisas. ir pra rua só mesmo quando não tem outro jeito. em compensação quando o clima esquenta não páro quieta. até o cérebro fica alterado e a velocidade do pensamento aumenta.
num sei se andei escrevendo demais ou se foi o efeito acumulativo, mas o fato é que o meu pulso esquerdo está revoltado desde de quarta-feira. deus me livre que seja o tal do LER (lesão por esforço repetitivo). estou usando um tensor, diminí as digitações e quando digito tem sido só com a mão direita. (saco viu?) conclusão: não estou respondendo os e-mails nem comentando os blogs que visito. mas o vício é medonho e aqui estou 🙂

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water taxi – barco taxi
annapolis tem um barco-taxi do centro pra alguns braços do rio. o condomínio, muito bonzinho, dá dois ticket por semana pra cada morador. essa semana eles mandaram correspondência avisando que já estavam disponíveis (só funciona no verão). mais do que depressa fui lá pegar os meus.
[parei aqui pra procurar a câmera e transferir as fotos que fiz ontem… paul acabou de me dizer que está no carro. então não tem foto hoje, só amanhã. snif]
o serviço funciona assim: o barco sai do centro toda hora em ponto, das 10 da manhã às 8 da noite. leva uns 20 min pra chegar aqui e mais outros 20 pra chegar lá. a gente liga e eles vem. mas tem um porém: se só tiver um passageiro, esse paga por três, pode? aqui tudo pode. quando soube disso, voltei no escritório do condomínio e peguei os tickets do paul.
ontem lá fui eu, toda crente, pro centro de barco taxi. e tive sorte, o barco chegou aqui pra me pegar com um casal, então só usei um ticket. vou virar frequesa porque foi bem legal. pra quem gosta de água é uma delícia e a paisagem é bem bonita.
por hoje é só. se eu parar em casa amanhã, posto as fotos que fiz do barco.
que tenhamos um ótimo fim de semana e que eu saia desse computador pro pulso melhorar.

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esperando o taxi
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esse céu abaixo parecia algodão doce 🙂
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tempestade

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segunda à noite caiu uma tempestade daquelas de dar medo em quem tem medo. se eu tiver dentro de casa, adoro!
foi super bonito, de repente o céu escureceu, as nuvens ficaram densas, cinza-chumbo e ai começaram os relâmpagos, trovões e raios. lindo! me assustei com um trovão pois estava de costas na cozinha e num vi o tamanho do clarão do relâmpago e quando ele veio parecia que tava quebrando o céu. uia!
a temperatura lá fora tá 26 graus, e o suor ta escorrendo. então vou ali, bem simples, dar um mergulho na piscina pra refrescar a vida.

enfim, pedalando de novo!

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o fim de semana foi cheio de pedaladas. finalmente meu paul comprou a bicicleta dele no sábado e fomos logo procurar uma trilha legal pra passear. achamos uma bem interessante numa cidade vizinha, severna park, e lá fizemos nosso primeiro passeio do ano.
a trilha é bem plana o que ajudou bastante, porque estávamos bem enferrujados.
fiquei impressionada com o tanto de cardeais que tinha nesse lugar. lindosssssssss, bem vermelhinhos contrastando com o verde. e o belo canto deles me fazia esquecer a dor na bunda e nas pernas.
chesapeakedelawarecanal.jpg voltamos pra casa super animados e fomos procurar um lugar pra pedalar no domingo. achamos uma trilha beirando um canal (chesapeake and delaware canal), no estado de delaware, e saímos ontem logo cedo. viajamos uma hora e meia de carro (só nós mesmo, viu?) mas compensou. a trilha é super bonita apesar de trepidar demais.
não me toquei do tanto que tava quente, nem sabia que não ia encontrar nada pelo caminho. nem sombra tinha. a água que levamos foi pouca. morrendo de calor e de sede, não contei picoca: parei quando vi um carro com uns japoneses que estavam pescando e perguntei se não tinham uma garrafa com água que me vendesse. foram os nossos heróis, nos deram duas garrafinhas e assim aliviamos a sede, já que o calor num teve jeito.

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os braços e as pernas, mesmo com muito protetor solar, já mudaram de cor. de “amarelo empambada” passou pra neguinha-neguinha. isso é que é uma melanina boa!!
a bunda ta prejudicada, é verdade, mas o resto do corpo ta bem agradecido: olhos cheios de belas paisagens; pulmão com um pouco menos de fumaça; fígado com um pouco menos de cerveja; barriga um milímetro a menos; pernas mais fortes e cérebro satisfeito de ter liberado bastante endorfina. foi bom e ainda tá sendo.

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que a semana seja bem boa pra nós!

eu num era assim não!

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consulta com a dra. ginecologista às 3 da tarde. penso em ir de ônibus. desisto porque só passa 1 por hora. ligo e peço um taxi. pego o dinheiro pouco que o paul deixou pra mim e boto na carteira. certa de que estava juntando com outro dindin que tava lá.
chego no consultório. preencho formulário. assistente chama logo. mede a minha pressão e me pesa. me pergunta quanto eu meço e eu respondo que num sei direito, que só sei que é menos de 5 pés. digo que só sei em metro. ela me bota numa sala, diz preu tirar a roupa e esperar a dra. tinha uma coisa dobrada em cima da cama e eu achei que fosse uma bata de papel. não era. era um “lençol de papel”. achei estranho, mas lá fiquei enrolada nisso, deitada na cama. e nada da dra. vir. passado uma ruma de tempo, me levanto e vou ler minha revista sentada na cadeira. enrolada só com o papel. mais tempo passou até que resolvi abrir a porta e perguntar cade a dra. a dra aparece e se surpreende ao me ver naqueles trajes. abre gavetas e não acha nenhuma bata. sai da sala e volta com uma. consulta normal. ela é até simpática e paciente, com a paciente. termina e eu saio. pago o que tenho que pagar com o cartão de débito. saio do prédio e vou andando em direção a parada do ônibus. antes de chegar sinto que ta faltando alguma coisa: o sutian. rio sozinha e volto ao consultório. as moças por trás do balcão riem da minha cara quando explico o motivo do meu retorno. peitos devidamente acomodados, vou para a parada. lá pergunto à um moço se o ônibus demora. ele diz que não. abro a carteira pra tirar 1 dolar e me deparo com o vazio. nem um centavo na bolsa. nadica de nada. o ônibus chega e o motorista fica olhando pra mim como quem pergunta: vai ou num vai. eu digo que num tenho dindin na esperança que ele me leve. [na américa do norte, nada é “de grátis”]. ele fecha a porta e eu fico olhando ele seguir em frente.
eu num era assim não. eu num esquecia sutian. eu num saia de casa sem olhar direitinho quanto eu tinha na carteira. eu num ficava calma e tranquila se o motorista num me levasse. eu ia ficar muito aborrecida comigo por este vacilo.
bah, como dizem os gaúchos. estou agradecida por não ser mais a mesma. tou rindo até agora da bobeira.
bom fim de semana pra nós!
ok, voces venceram. chegar em casa foi fácil e besta, por isso num contei. ai se eu fosse jovem ana lúcia, teria pedido uma carona na boa. mas as coxas da vadia só tá dando pro gasto hahaha.
bom, ia chamar o mesmo taxi que me levou, mas passou um pra deixar um passageiro e voltou pra me pegar. dai paramos num caixa eletrônico preu tirar dinheiro e pronto. simples.
agora voces aí. parem com essa estória de alemão viu? sai pra lá jacaré. uma vadia ativa que nem eu.. nammmmm.

parabéns pra voce!!

monicalogoa.jpg ela não foi uma das primeiras que conheci através do blog.
mas já faz tempo que a gente se fala todo-santo-dia.
ela é culta. chic, inteligente, generosa, amiga, poliglota, super-bem-humorada, mãezona, simpática, e, escreve bem pra cacete. suas estórias são sempre hilárias e deliciosas. claro que ela tem defeito: num frita um ovo e se acha gorda. mas também é querer demais né?
pois hoje é feriado particular pra esta amiga querida por quem tenho grande carinho.

FELIZZZZZZZZZZ IDADEEEEEEEEEE, MÔ!!!!
SAÚDE! harmonia e paz no seu coração.
LUZ pra iluminar os caminhos. e uma chuva benções proce.
um abraço bem apertado e, tenha certeza que beberei algumas por voce!

passeios do fim de semana

sábado depois da feira de usados, fomos passear num distrito de annapolis que eu não conhecia: edgewater. por aqui é água por todos os lados. pra onde a gente vai, sempre tem umas entradas que findam nos rios ou na baía. são sempre bairros residenciais e o paul não se conforma vendo aquelas casas maravilhosas na beira d’água, e fica repetindo: isso não é justo hehehe.
é raro encontrar restaurantes, mas nós achamos um bem interessante num lugarejo chamado galesville e lá almoçamos com um lindo visual na nossa frente. fiquei tentada a comer caranguejos, mas eles só vendem por dúzia ao precinho módico de 65 dólares. uia!
comemos um bom prato de frutos do mar e pegamos o rumo de casa. mas a boca pedia sobremesa, e eu queria café, então unimos os dois e fomos tomar um delicioso mocha frapuccinho* no centro de annapolis que tava fervilhando de gente.
(* café, leite, chocolate e muito gelo batido no liquidificador. fica um milk shake de café delicioso).

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domingo nós fizemos um passeio bem legal pela região de serras no estado de maryland. pegamos uma estrada secundária e fomos até frederick, que é uma linda cidadezinha histórica. (fotos da cidade aqui). de lá pegamos nosso farnel e fomos fazer pic-nic no washington monument state park.
depois pegamos uma estradinha no meio da serra, daquelas que sobe e desce o tempo todo, cheia de fazendas com enormes campos verdes, tão bonito! no caminho achamos outra cidadezinha histórica, new market. nunca vi tantas lojas de antiquidades juntas. mas quando eles botam o nome “antiques”, pode levantar os braços que o preço das coisas são exorbitantes.

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e assim o dia foi bem bom. eu sou grata porque eu e paul temos muitos gostos parecidos. a gente adora pegar uma estrada e sair conhecendo as coisas sem muito rumo certo. satisfação garantida pra nós.
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o passeio de segunda, que foi feriado, foi meio bobo. vi uma ponta no mapa, love point, e resolvemos ir até lá.
decepção: o visual é lindo, mas é tudo propriedade privada e nem um restaurantezinho na beira d’água pra gente se deliciar. casas e mais casa dos dois lados até a ponta, que de love mesmo, só pros moradores. e o paul continuava repetindo: it’s not fair!
fomos pro outro lado e achamos um lugarzinho público pra sentar e comtemplar a baía de cheasapeak.

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e assim foi meu primeiro fim-de-semana vestindo camiseta sem manga, sandalinha, com o sol reinando. “foi muito bom para mim”.