banheiros em nyc


pela primeira vez em 17 meses, entrei em um banheiro em nyc e nao tinha papel higienico. deve ter sido um azar meu. ate entao, em todos os banheiros que ja estive por aqui, sejam publicos nos parques, em bares/restaurantes ou ate mesmo aqueles banheiros quimicos em eventos, sempre tive a felicidade de ter este produto a disposicao, e em grande quantidade. no verao passado, eu estava no bryant park, e precisei fazer xixi. olhei aquele parque cheio, horario de almoco, acontecendo um show de jazz e pensei: seja o que deus quiser! pois tai que eu quebrei a cara! o banheiro era mais limpo do que o da minha casa. alem de papel higienico, ainda tinha aqueles protetores descartaveis pra sentar!!!!! as vezes eles colocam um exagerado estoque pra nao ter que ficar repondo.
e eu penso: porque sera que no brasil eh tao comum nao ter papel higienico nos banheiros? sera que eles pensam que se colocarem muitos rolos as pessoas vao levar pra casa?
eh maravilhoso nao ter que ficar se balancando depois de fazer xixi. para mim o nome disso eh respeito. e eu gosto, muito!

pedalando


fazia tempo que a gente queria atravessar a brooklyn bridge de bicicleta e passear pelo brooklyn, e ontem deu certo. foi muito bom para mim. o clima tava bem quente, mas tinha um ventinho bem gostoso quando tava perto do rio. passeamos mais por brooklyn heights, o bairro perto da ponte. andamos um pouco pela promenade (andamos mesmo, porque nao eh permitido montar na bicicleta) e depois fomos procurar algum lugar na beira do rio pra beber uma cerveja e relaxar as pernas.

achamos um restaurante, meio chic que nem lembro o nome, mas o terraco so abria a partir das cinco da tarde e mesmo se estivesse aberto, nao era permitido fumar do lado de fora. to fora!
andamos mais um pouco e achamos um pequeno parque entre as duas pontes (brooklyn e manhattan). descuidado, coitado, com a grama amarelada e cheio de desfalques. mas o lugar eh bem bonito, na beira d’agua, com uma vista privilegiada. descansamos um pouco e continuamos nossa busca por um bar, com mesas na calcada que fosse perto d’agua. nananina. achamos nao. sentamos num bar meio trash e ADOREI este aviso que estava pregado por dentro do balcao:

porque ta cada dia mais dificil encontrar esta plaquinha abaixo que fotografei sexta a noite em um restaurante em little italy, onde sentamos pra comer depois dos fogos:

terminando o relato do passeio… voltamos pela manhattan bridge, que chega no coracao de chinatown. o caminho nao eh tao “romantico” como na ponte do brooklyn, mas o visual eh bem legal. e as pernas agradeceram porque nao tem as subidas tao ingrimes quanto a brooklyn bridge.

os fogos


intencao: fotografar a ponte do brooklyn fechada com o carro da policia (luzes azuis)
nao usei efeitos pra deixar esta foto assim. isso foi o resultado da minha frustracao quando chegamos na ponte do brooklyn pra ver os fogos, e ela estava fechada para pedestres!!!!!!!! nao acreditei. passei um tempao ontem lendo noticias e em lugar nenhum dizia que a ponte estaria fechada. nao lido muito bem quando sou contrariada. fui mimada sim. fiquei enfurecida com isso.
ano passado as ameacas de ataques terroristas eram bem maiores e a ponte estava aberta. vai ver que o bloomberg (ai que vontade de esganar esse prefeitinho), pra economizar dindin com horas extras dos policiais, resolveu fechar a ponte. e a foto saiu sem foco, so de raiva. o jeito foi caminhar em direcao ao south street seaport, como outras milhares de pessoas o fizeram. fui resmugando o caminho todo. e anda e anda e finalmente conseguimos chegar num viaduto que estava fechado pra carros.
a espera foi longa. valeu? valeu porque adoro esse pipocar de luzes, mas nem se compara com o que vi ano passado.


pois sim. no pais da freedom, eh proibido beber em lugares publicos: ruas, parques e pracas. a gente sempre ve nos filmes as pessoas bebendo na rua, mas a bebida esta dentro de um saquinho de papel craft. hipocrisia pura. mas, como boa brasileira que sou, sempre dou meu jeitinho: nao era cha dentro desta garrafinha e sim minha bendita cervejinha!!!!!!

independence day


4 de julho eh um dos grandes feriados por aqui. a grande atracao eh a tradicional queima de fogos patrocinada pelas lojas macy’s. eu adoro ver fogos, fico igual a menino pequeno, maravilhada de boca aberta, inebriada com aquelas luzes todas.
ano passado fomos ver na ponte do brooklyn e foram mais de 40 minutos de lindos fogos. acho que repetiremos hoje noite. bolsa termica com cevejinha gelada e algum tira-gosto pra animar a festa.
Hot Dog Eating Contest

outro evento que acontece hoje, eh o Nathan’s Famous Fourth of July International Hot Dog Eating Contest, um concurso muito esquisito pro meu gosto: vence quem come mais salsichas em determinado tempo. por acaso coloquei no canal NY1 e la estava a cena grotesca, 2 enormes e gordos homens e 1 japones magrinho enfiando dezenas de salsichas goela abaixo. o japones foi vencedor, pelo 3o ano consecutivo: conseguiu comer 44 em 12 minutos. que horror! esses americanos tem um jeito de se divertir muito estranho. o evento eh bem importante, ate o prefeito bloomberg tava la. eu heim.

gostos na boca

hoje ja eh quinta-feira de novo e comecei a pensar nestes ultimos 7 dias: quinta passada estava ansiosa esperando o bruno sair da entrevista no consulado americano. nao deu. chororo, decepcao, raiva. passou. ficou um gosto de corrimao de escada na boca. ou talvez de cabo de guarda-chuva. sabado turistico. andando por esta cidade louca e maravilhosa, entre muitos turistas que esta epoca invadem a cidade.
comidinhas, bebidinhas, amiguinhas em casa. domingo mais melancolico do que o normal. o gosto na boca era de nada com coisa nenhuma. as meninas se vao e o paul viaja pro mexico. e aqui fiquei. a noite bateu uma coisa ruim, eu quis devolver e como nao consegui, fui dormir.
segunda amanheceu ensolarada. e acordei, como dizia meu pai, “mal feita de corpo”. a noite o barulho da rua me fez sair. na esquina: baixo acustico, pequena bateria e um piston. fiquei em pe escutando. tao bom.
antes de dormir, a decisao que o amanha seria diferente.
e foi. levantei e fui direto fazer uma caminhada pelo “beira-rio”. isso sempre muda minha disposicao. faxina em casa. a amiga cearense aparece aqui. fomos encher a rua de perna. a noite chegou. bebemos e comemos no bar aqui em baixo de casa.

cheguei em casa e a caixa de e-mail estava cheia de comentarios. blogs of note. legal.
mas acordei ontem com gosto ruim na boca, de novo. desta vez o motivo era outro: pouca comida e “muita” cerveja. cafe da manha reforcado pra compensar. mas a vontade era de comer comida que dar “sustanca”. arroz, feijao, farofa. e ovo. me contentei com um suculento macarrao.
mais um dia mais dentro do que fora de casa. e pronto. hoje ja eh quinta de novo.
gosto bom na boca. e o paul chega a noite. oba! e se a gente prestar atencao, a vida eh mesmo assim: ondulacoes com curvas suaves. horas a curva vai pra baixo, em seguida sobe de novo. se a gente nao teima em amplificar ou prolongar as coisas, sejam elas boas ou ruins, a vida pode ser bela.

visitante

como tinha uma visitante no fim de semana, fizemos um longo passeio comecando pelo soho, tribeca, hudson river park, ground zero, south street seaport, chinatown e little italy.

fazia tempo que nao ia la pelo “ground zero”. esta bem diferente da ultima vez que vi, mas ainda estao trabalhando abaixo do solo e eu imagino que seja a reconstrucao do metro e do path (trem pra new jersey). passamos por la no sabado e continua uma multidao de turistas ao redor. o paul trabalhava no 33o andar da torre I e la estava, por acaso, no momento do atentado. levou 50 minutos pra descer os 33 andares. o trauma vai ser pra toda a vida. no dia-a-dia ele nunca fala no assunto, mas sempre que alguem “novo” aparece ele desanda a contar o que viveu.

mais hudson river park


entre a grande avenida e o rio tem esse espaco que ate entao nao tinha nada. agora no verao eles colocaram um monte de coisa como essa escola de trapezio! o calor no verao nova iorquino eh de matar, mas eles inventam tanta coisa legal!! eu ando meio alheia ao que ta acontecendo, mas tem muita atividade gratuita em nyc no verao: shows, cinema, exposicoes, feiras. eh pra compensar o tempo que a gente passa “dentro” no inverno.

nao entendi

hudson river park

passeando pelo hudson river park no sabado me deparei com uma cerca ao longo do gramado. logo depois vi esse aviso absurdo: “cerca temporaria para reduzir possiveis conflitos entre os usuarios do park e os “commuters” que sao as pessoas que moram do outro lado do rio e trabalham em nyc e vice-versa. procurei alguma noticia sobre isto e nao encontrei nada. nao consigo imaginar que tipo de conflito possa acontecer por ali.. esse toldo branco do lado direito eh o novo pier onde atracam os ferry boats vindos de new jersey. o antigo ficava uns 200m pra baixo, onde ja nao tem gramado. de manha cedo, chegam ferry boats a cada 10 min, lotados de pessoas vindo pro trabalho em nyc. nas minhas caminhadas matinais por ali sempre via eles chegarem e descerem aos montes, enfileirados andando rumo ao “finacial world center” ou wall street, etc. mesmo o novo pier localizado um pouco antes, nao consigo entender que tipo de conflito pode ocorrer ali. update: caminhando ontem pelo parque, perguntei o porque da cerca. e eh isso mesmo monica e luciana, as pessoas estavam encurtando o caminho atravessando o gramado. so isso. mas continuo achando absurdo colocarem a cerca. porque nao colocar so um aviso grande advertindo os commuters para nao cruzarem a grama? podiam tambem ter colocado um dos guardas do parque na saida do pier indicando por onde seguir? bom. a cerca ta la. feinha, feinha.

cantando…


“meu coracao nao se cansa de ter esperanca de um dia ser tudo o que quer …”
“tudo o que eu quero é um acorde perfeito e maior, com todo mundo podendo brilhar num cântico, canto somente o que não pode mais calar, noutras palavras sou muito romântico…”
“eu sempre quis muito, mesmo que parecesse ser modesto… eu nunca quis pouco falo de quantidade e intensidade… luxo para todos, todos… mas eu nunca pensei que houvesse tanto, coração brilhando no peito do mundo…”
“quero comer, quero mamar, quero preguiça, quero querer, quero sonhar, felicidade. eh o amor , eh o calor , a cor da vida. eh o verão, meu coração, eh a cidade…”
palavras de caetano que cabem tao dentro de mim