lar, doce (e frio) lar

camatravesseiro.jpg
saio da casa da minha mãe antes das 13h de ontem.
chego no aeroporto e me deparo com uma fila vergonhosa. 40 minutos depois estou com o cartão de embarque na mão.
pego o vôo for-salvador-sp e chego em sp as 20h45. lá está a Sol me esperando [super agradecida amiga!!! adorei te encontrar de novo!]. tomo cerveja, tagarelo bastante e à meia-noite estou dentro de outro avião. 1 hora de atraso. espero a “ceia” ser servida, não pela fome, mas pra dormir em paz.
num sei que estrada o piloto pegou, só sei que deve ser uma BR esburacada. nunca vi tanto vácuo e tanto solanvanco. sorte minha não ter medo de avião. nem ligo, mas é quase impossivel dormir profudamente com o avião chacoalhando desse jeito. chego em nova iorque já passando das 7h30. fila pequena na imigração: é a primeira vez que vou no guichê “us citizen”. agora não preciso mais rezar pra pegar um funcionário feliz. o oficial me pergunta quanto tempo fiquei fora e qual o propósito da viagem.
a mala não demora a aparecer na esteira e passo direto na alfândega. saio quase que desesperada pra fumar um cigarro e fico fumando numa cabine de vidro, tipo abrigo de ônibus. não me dou conta do quanto está frio, quando pego o carrinho pra atravessar a rua pra fila do taxi. minha alma congela.
égua! diz que a temperatura é de -10, mas com o vento acho que tá uns menos trocentos. e cadê os taxis? o gato comeu.
minhas mãos, embora devidamente agasalhadas com luvas de couro de verdade, parecem pedras de gelo. uma menina brasileira na minha frente, tem lágrimas escorrendo pelo rosto: ela está vestida com uma blusinha de moleton e uma jaquetinha jeans. uma outra, também jovem e bonita, parece uma modelo, treme mais que vara verde: tá só com calça e blusa de malha!!! povo doido! eu tremendo de frio toda encasacasa, cachecol grande de lã, etc imaginem elas.
e nada de taxi. olho pro lado de onde vem, e nenhum amerelinho à vista. resolvo voltar pra dentro do aeroporto, está insuportável. ligo pro paul pra avisar que eu sou uma “mulher-fria” mas que em breve estarei nos seus braços. procuro por algum taxi-alternativo lá por dentro, em vão.
volto no abrigo e fumo mais um. resolvo então enfrentar a fila novamente. desta vez os amarelinhos chegam lentamente. os minutos demoram uma eternidade. chega a minha vez e começa a última viagem, até hoboken. a sorte me acompanha e o motorista me deixa fumar. peço pra parar num posto de gasolina pra comprar café. agora sim, carro aquecido, cafe quente e cigarro no bico. mais sorte no trânsito e antes das 10 estou em casa, com “meu cobertor de orelha” que me espera com um sorriso largo.
viajar é um dos maiores prazeres que sinto, mas definitivamente, chegar em casa é tudo-de-bom.
tirando o fuso horário, são quase 23 horas por isso vou ali dormir sem turbulência e no decorrer da semana eu conto aos poucos o fiz lá pelo meu ceará.
p.s. não vou revisar o texto mas já vi que os verbos do relato estão doidos que nem eu. deixem por menos, tá?
interessante: escrevi com os verbos no passado e no presente… exatamente como estou!
confissão: tava com saudade da vida online. aos poucos vou me atuliazar!

19 comentários em “lar, doce (e frio) lar”

  1. Bem-vinda à terra dos pinguins! Seu post está uma delícia. Eu nem fumo mais, mas aquele café com cigarros no taxi até hoboken estava ótimo! Beijos.

  2. Menina,
    Você escreveu bem como Dostoiewsky, parece que estava a seu lado. Claro que a viajem foi maravilhosa…claro que é ótimo voltar para casa…ou seja…
    Beijos minha querida e espero que tenha entendido minha ausência.
    Bem vinda e muitos beijos.

  3. Oxala, você chegou. Esse texto deu vontade de um tudo; de chorar, de sorrir, de abraçar e principalmente escutar tua voz.
    To feliz da vida, chegou……quero saber do Brunão. Beijos
    Quem sabe esse final de semana a gente se fala, pois to morta de cansaço, aqui o batido da bola è o mesmo.

  4. Bem-vinda minha conterranea. Estava com saudades dos teus posts. Putz, acabei nao te conhecendo pessoalmente, mas ao menos por telefone ja te conheco 🙂
    Pena nao ter dado certo o encontro, o caranguejo+cerveja fica para o proximo ano ne?
    Beijo e descansa!

  5. Lembro bem quando fui a última vez para os Estados Unidos, fui em dezembro. Saí daqui era um calor infernal, desci no aeroporto aí tudo normal, ainda ‘quentinho’ mas quando passei pela porta, Ai caramba! Parecia o rapaz do filme aquele “Jamaica abaixo de Zero”, tirei todas roupas mais grossas da mala na frente do aeroporto mesmo!
    Mas, estou aqui ainda! hehe
    beijos

  6. Amiga querida, pelo menos antes desse pesadelo da turbulência, do frio tenebroso e da falta de táxi (yep! it’s new york!), você conseguiu tomar a sua cervejinha e dar umas risadas!
    Nos vemos em breve se Deus quiser e Ele há de querer, porque eu não quero nem saber!!!!
    Beijo enorme e obrigada por tudo!
    PS: vou ter que achar o erro no MT, uma hora eu descubro o que é que se sucedeu, ok?

  7. Estou postando aqui pois adorei a idéia de colocar as fotos do tempo na sua cidade e em Fortaleza. E por falar em Fortaleza, que cidade linda, heim?!
    Vou copiar a idéia. Morando na conhecida New England, Boston tem se revelado cada vez mais fria…. essa semana fez -17 C.
    Vou voltar outras vezes…

  8. Amada do meu coração, tu é a minha querida escritora de blog mais engraçado e legal, sabia? E não é engraçado de bobo, engraçado de divertido, de querido… Ai que confusão que eu fiz, hehehe.
    Te amo, querida, beijos em ti e no teu Paul.

  9. Amada do meu coração, tu é a minha querida escritora de blog mais engraçado e legal, sabia? E não é engraçado de bobo, engraçado de divertido, de querido… Ai que confusão que eu fiz, hehehe.
    Te amo, querida, beijos em ti e no teu Paul.

  10. Viajar é ótimo mas, transportar-se a longa distância é sempre duro… ainda bem que os destinos compensam. Faltou EU em Cumbica… buááááááááá! Beeeeeeeeeijos,

  11. Não é engraçado que nos encontremos quando você sai do Brasil?Quanto à confusão de que vc fala,não tem que pedir desculpas;vc é legal do que jeito que é,do jeito que escreve;ficou beleza.Sabe,na hora em que li a sua descrição,parecia que era eu querendo matar a vontade de fumar; sentir até o cheirinho do café.Beijos.

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