flores da minha terra

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flamboyant é minha árvore preferida. era só o que a gente via viajando pelo sul da flórida. todos florados, lindos! e nessa rua em keywest eu fiquei impressionada: acácia, flamboyant e bungavillia tudo na mesma quadra. uia!
fiquei mais surpresa ainda quando vi uma mangueira carregadinha de manga bem alí na frente de uma casa. eu não sabia que manga aguenta frio. sim, porque aqui faz frio. quase nunca congela. é raro temperatura ficar abaixo de zero, mas em fevereiro quando cheguei aqui, peguei dois dias que amanheceu 1 grau. bom, só sei que a mangueira ta lá cheinha de manga e eu doida pra bater na porta e dizer: ô, me dá uma manga pelo-amor-de-deus, melhor pedir do que roubar” :-))))
e alguém haverá de dizer: ai vai, e por que ela não compra uma e come? e eu digo que quem diz isso nunca na vida provou uma manga tirada do pé, que é uma delícia. e mais, as mangas que a gente compra aqui normalmente vem lá do nordeste do brasil. ou seja, tiram do pé super verde e não há como o gosto ser o mesmo. mas eu queria mesmo era provar o gosto da manga que pasa pelo inverno, isso sim hihihi
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e por falar em fruta tropical, meu paul resolveu plantar mamão. e os pézinhos estão crescendo bem legal. se todos vingarem (12 pés), vou acabar indo vender papaya na feira, ou então boto um aviso na calçada: free papaya. assim as criaturas que nem a lilia não precisam bater na porta pedindo.
é tanto do assunto que eu vou deixando passar e quando abro o editor do blog fico querendo falar de tudo junto. mas vamos aqui devagarinho e vê o que sai.
—> viagem à port izabel – south padre island, texas
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no final de julho nós fomos ao texas para um encontro da familia do paul. eles sempre fazem essas “reunion” mas eu nunca tinha ido e dessa vez tinha um motivo especial: jogar as cinzas da mãe-biólogica dele.
agora eu conheci todos dessa família cheia de ramificações. apesar da cerimônia fúnebra, foram cinco dias muito legais, e a viagem foi bem melhor do que eu pensei.
[aliás, aqui pra nós, ô mania besta que a gente tem de ficar pensando tolices sobre tudo a toda hora. affe.]
a anfiantriã da reunião foi a irmã mais nova do paul, que mora numa bela mansão na beira da água em port izabel. fizemos poucos passeios e passamos a maior parte do tempo em casa (com piscina, sala de jogos, cinema, barcos e outros brinquedinhos mais. uia!), comendo, bebendo e alegrando coração com esse monte de gente junto.
sabiamente, foi sugerido energicamente (pra não dizer proibido) que não rolasse conversas sobre religião e política. graças! assim a paz reinou e nos divertimos muito.
—> o passaporte
port izabel/south padre island são cidades de veraneio que fica bem ao sul do texas, quase na fronteira com o méxico. e um dos passeios programados era um jantar num restaurante atravessando a fronteira, então o paul me falou pr’eu pegar meu passaporte porque talvez precisasse na entrada na volta.
na segunda-feira antes da viagem (saímos na sexta) eu fui pegar o passaporte e para minha surpresa ele estava vencido desde de maio :-0!
bom, ir jantar num restaurante na fronteira do méxico não era nenhum problema porque eu bem podia ficar em casa curtindo o silêncio. o que me deixou um pouco agoniada pra resolver é que temos uma viagem pro canadá no dia 25 de agosto… pois é. deu tudo certo, mas confesso que passei dois dias lidando com as chuvas de pensamentos negativos que vêm. que coisa! tudo normal. tudo coisa corriqueira, mas a tendência é sempre pensar que NÃO vai dar certo. credo. e olha que eu nasci otimista! o maior trabalho não foi conseguir falar com alguém no consulado em miami pra saber a melhor forma de requerer no tempo que eu precisava (se ia pessoalmente em miami que leva 4 horas de estrada pra ir e 4 pra voltar, ou se fazia via correios); não foi conseguir achar um lugar que fizessse as fotos no tamanho diferente do padrão americano; não foi conseguir um notário que reconhecesse minha assinatura no formulário em português (depois que falei com alguém no consulado, decidi fazer pelo correio e sendo assim precisa reconhecer minha assinatura). o maior trabalho foi direcionar o pensamento pro que eu queria, ou seja, ter meu passaporte renovado no tempo certo. pronto. se simplesmente eu desligasse o botão-medo e ligasse o botão-jádeutudocerto, tudo ia ser do mesmo jeito, com uma diferença básica: sem estresse.
enviei os documentos necessários via “sedex” na quarta e recebi o passaporte novo na outra sexta. ou seja, exatamente 10 dias incluindo o fim de semana. e o melhor de tudo é que me livrei dessa foto de “prisioneira-que-matou-a- mãe-do-guarda”.
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mas esse relato todinho foi pra mostrar que a vida é mesmo assim, sempre tem essas coisas pra cuidar e que a gente pensa tolice demais e que os consulados (pelo menos de washington d.c. e de miami) funcionam muito bem-obrigada. :-)))

5 comentários em “flores da minha terra”

  1. oi lili, eu já sabia disso tudo (exceto o papo da manga) mas fiquei feliz de ver aqui… tava com saudade. adoro teus escrevinhos… será se na minha nova vida vou voltar a blogar? hummm… sabe do que mais? acho q vou lá no orkut deletar meu perfil. to com abuso dele.

  2. oi lili, eu já sabia disso tudo (exceto o papo da manga) mas fiquei feliz de ver aqui… tava com saudade. adoro teus escrevinhos… será se na minha nova vida vou voltar a blogar? hummm… sabe do que mais? acho q vou lá no orkut deletar meu perfil. to com abuso dele.

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