atendimento “desumano”

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“Os americanos têm uma das melhores medicinas do mundo para quem é muito rico ou muito pobre, porque o governo paga a conta. Para quem está no meio, ela pode quebrar o doente.Uma família de três pessoas, como a minha, paga US$ 1,2 mil por mês por um plano de saúde razoável. Cada visita ao médico custa só US$ 20, mas dependendo do remédio, pagamos até US$ 50 por cada renovação da receita.”
achei esta cronica do lucas mendes na bbcbrasil, e resolvi falar sobre minha experiência com a medicina por aqui.
até o início deste ano, eu mantive meu plano de saúde no brasil e fazia meus check-up/prevenções por lá. achava melhor, porque já conhecia e confiava nos meus médicos e assim fazia.
mas, as granas rarearam e eu também precisava “assumir” que moro aqui, né?
então fui na médica-clínica-geral do paul (aqui a gente sempre vai primeiro nesse médico(a) que eles chamam de “primary doctor”, e ele é quem avalia e lhe indica um especialista, se for o caso), que trabalha numa clinica imensa que tem todo tipo de especialidade e laboratórios.
a impressão que eu tenho quando vou numa consulta, é de estar no setor de linha de produção de uma indústria. eu até gostei da doutora-cirurgiã (a que fez a aspiração dos nódulos nos seios) e da doutora-ginecologista, mas o atendimento é sempre do mesmo jeito: depois da burocracia na recepção, voce é chamado por uma nurse (a tradução é enfermeira, mas não estou certa se são enfermeira de mesmo) que lhe encaminha pro consultório. lá ela mede, pesa, tira pressão e faz um monte de pergunta e vai anotando na ficha. lhe orienta o “tirar a roupa” (dependendo da especialidade, claro) e sai, dizendo pra aguardar o médico.
quando ele chega o paciente já está prontinho. ele lê o que a assitente anotou e faz mais algumas perguntas. eu, faladeira do jeito que sou, fico engolindo palavras porque o dr. num quer se prolongar muito não. o negócio é tão “agoniado” de um jeito, que toda vez eu esqueço de falar algo importante.
mas continuando… examina e ai fala par voce se vestir e mais uma vez pede pra aguardar um pouco. quer dizer, num pode ficar ali esperando ou mesmo conversando com o paciente, enquanto troca a roupa atrás da cortina? não, não pode. não-posso-parar-se-paro-ganho-menos-dindin. eu heim rosa.
eu juro, num é carência não. nem de médico eu gosto, mas já que precisa ir, pois que não me trate como se tivesse apertando parafuso.
ora, quem tem que fazer todas as perguntas é o médico, pra sentir como eu estou, o que ta me agoniando ou não.
enfim, pra acabar com esse post- que parece uma ladainha: nunca mais na vida eu reclamo do atendimento médico no brasil (tou falando pra quem tem plano de saúde). e, vou cuidar muito da minha saúde, porque se um dia eu ficar doente, num vai ser aqui que eu vou me tratar de jeito nenhum.
SAÚDE!!!!

o outono e etc…

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foto: mirella
pois é, o outono chegou mesmo. eu fico aqui sem querer assumir, mas é fato. o frio voltou, ontem já sai de casa toda encasacada. e a verdade é que já começo a contagem regressiva pra viagem ao brasil. em exatos dois meses estarei em terra quente, sentindo o calor do sol e dos afetos.
até lá o jeito é curtir os efeitos da estação na paisagem. tou arrumando um jeito de ver o espetáculo desta mudança. haverei de fazer uma mágica pra conciliar o dindin pouco com o desejo de ver de perto o colorido na natureza.
e pra não ficar aqui só alugando voces com minha ansiedade, compartilho alguns links de coisas interessantes que me chegaram estes dias:
música: um artigo, de luiz nassif, falando do violonista cearense, nonato luiz.
tive o prazer de conhecer o nonato há muitos anos atrás, quando ele acompanhou o fagner numa turnê (de ônibus!!) pelo nordeste. o que ele tem de virtuoso no violão, tem de bom humor e me fazia dar muitas gargalhadas com suas tiradas inteligentes.
no brasil, poucos o conhecem, mas na europa são muitos os seus fãs e é lá onde passa grande parte do tempo fazendo concertos.
e foi um deleite ler este artigo do nassif. enjoy it!
eleições americanas : lendo a coluna de um amigo num jornal do ceará, encontro indicação de um artigo (na verdade foi um discurso) do mega investidor george soros falando dos busehtos. muito interessante… o texto é ingles mas tem uma versão em espanhol.
blog!: e letti a jomara estão escrevendo sobre astrologia neste blog aqui. prazer garantido, até pra quem não gosta do assunto!
e por hoje é isso. boa semana pra nós.
e não esqueça * que TUDO passa!
não esqueça “de cuidar bem do seu amor, seja qual for!”
não esqueça “que a dor é inevitável, mas ficar no sofrimento é opção”.

chegou por e-mail esta bela imagem…

foto: juninho
caponga, ce. foto: juninho
valeu amigo! bom demais rever estas paisagens do meu ceará.
me aguarde, que “daqui a pouco” eu chego ai!
hoje é sexta-feira
hoje tá nublado
hoje tá tranquilo
hoje tá frio lá fora
hoje tá escuro dentro de casa
mas aqui dentro ta quente e ilumindado
como essa bela luz que bate nas jangadas.
bom fim de semana pra nós!

estou em modo “pausa”:

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pausa pra meditar
pausa pra reflexões
pausa pra introspecções
pausa pra compreender
pausa pra achar novos caminhos
pausa pra concentrar as energias
a vida dá uns alertas através do corpo. se fazemos ouvido-de-mercador, ou se somos “maluvidos”, ele acaba por gritar. ai num tem jeito, o jeito é escutar porque o próximo passo é o açoite. e como não gosto de levar surra, pauso.

e de repente, uma bela sexta-feira

saí de casa ontem à tarde pra ir nos correios e na lavanderia. no caminho de volta passei por uma livraria, de livros usados, onde eles colocam umas estantes na calçada com promoções: $0,25 cada livro. xepa que sou, adoro um brechó e lojas de usados, parei pra olhar. como o tempo não fazia nenhuma pressão, fiquei olhando calmamente. e de repente um título me chamou atenção:
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dentro dizia: short stories form latin america. passo mais uma página e no índice, o primeiro conto era “the psychiatrist”, de machado de assis. gostei! fui descendo a vista e encontrei mais nomes interessantes: jorge luis borges, pablo neruda, joão guimarães rosa, jorge amado, clarice lispector, gabriel garcia marquez, mario vargas llosa, dentre tantos outros.
shakespeare eu não sei não, mas esses eu vou ler com prazer.
depois parei em frente uma deli e pensei em comprar flores amarelas, mas desisti. continuei andando no rumo de casa. mas fazia tempo que não entrava na minha loja adorável, o brechó do hospital de hoboken. fiz a festa:
– duas almofadas perfeitas, limpinhas, lindinhas pras cadeiras que achamos na rua meses atrás.
– um casaquinho de lã, aberto na frente, de xadrex cinza com preto, perfeito para os dias de outono;
– um conjuntinho da gap, azul marinho, novinho: blusinha de alça com casaquinho, de algodão;
– uma blusa bege, de malha canelada da banana republic, bonitinha que só vendo;
– uma tulipa de cerveja bem grande, com uma marca que não conheço (pra minha sobrinha que faz coleção), e
– uma mochila jansport, grande, com couro no fundo, em perfeita condição.
com tudo isso, sorriso nos lábios, voltei pra casa, toda faceira, com três livros (comprei também “out of áfrica” pra dar prum amigo que adora esse filme e “the matter of life and death” que não faço idéia do que seja, é uma autobiografia), mais a lista acima e gastei $11.75!! essa é a lilia-consumista :-)))
dai, pra completar o dia, meu paul chegou em casa com girassóis. fiz bem em não comprar as flores amarelas da deli. a sincronia se encarregou de trazê-las até a mim.
e o dia terminou com um jantar bem gostoso num restaurante indiano: camarões de entrada (vieram quatro camarões e eu perguntei ao garçon se não ia fazer falta na cozinha hehe) e um prato principal um mixto de frango, carneiro e camarão acompanahdo de arroz ao curry.
nada mal pruma sexta-feira de início de outono.
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girassóis pra voces com desejos de um ótimo fim de semana.

tou viva!!

cheguei terça a noite e fui direto dormir.
o dia ontem foi atípico pra uma vadia: sai de casa bem cedo pro primeiro dia de aula do curso de inglês e à tarde tinha médico e algumas novidades me deixaram meio cabreira. mas isso é assunto pra outro post. até pra não ficar pensando besteiras, vou contar da viagem que foi tudo de bom.
nosso vôo atrasou duas horas, uma chuva forte provocada pelo tal do furacão Ivan começou bem na hora do avião decolar, e a gente ficou essas duas horas dentro avião, esperando, literalmente, por bom tempo.
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chegamos na cintia quase duas da tarde e tome conversa. tricotamos até o estômago não aguentar mais de fome e fomos almoçar numa cidadezinha bem lindinha chamada naperville. comemos um churrasco da mongólia (de burra não tirei foto) muito interessante: voce enche uma cumbuca com carnes, legumes, macarrão, frutos do mar, e leva pruma chapa enorme onde eles cozinham tudo junto. uma delícia.
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depois fizemos uma caminhada pelo parque, beirando um rio, com direito a uma feirinha de artes na rua e concerto de música clássica. de lá voltamos pra casa. eu falando pelos cotovelos e a pobre da cintia só ouvindo minha tagarelice.
matoflorroxa.jpgno domingo acordamos cedo e eu e o paul fomos caminhar pelo bairro. decidimos pegar o carro e fomos visitar um parque lá perto. o nome do parque era qualquer coisa como “floresta preservada”, e de floresta eu não vi nada, mas a caminhada foi bem legal.
voltamos, tomamos café na casa da cintia. os homens foram pra um bar, onde antes era uma fábrica imensa, assistir jogo de futebol americano e as mulheres foram às compras. fomos num shopping outlet, cheio de todas as lojas de marca, com preços incoparáveis aos de nyc. pra quem gosta de comprar é um paraíso. eu, como sou defeituosa e não tenho paciencia pra compra, logo fiquei enchendo o saco da cintia: “ta bom, vamos embora”. fomos encontrar os maridos no tal bar. fiquei impressionada com o que vi: tinha umas 10 ou 12 telas enormes passando cinco jogos diferentes. loucura. almoçamos por lá e voltamos pra casa.
adorei conhecer a cintia e o kim pessoalmente. casal tranquilo, gente boa que nos receberam super bem. eu que mudei a rotina deles, querendo ficar no patio o tempo todo (pra fumar né?) e ai o pobre o flea, o gato dela, ficava na maior inveja porque nao podia sair.
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na segunda de manhã pegamos o carro e fomos pra chicago. o paul tinha uma reunião às 11 da manhã e o tráfico nos deixou ligeiramente tensos, mas chegamos a tempo. o hotel era bem chic (!) em downtown. enquanto ele tava na reunião eu fui caminhar pela beira do lago. gente, o que é aquilo? devia ter outro nome quando o lago é imenso daquele jeito. eu na minha santa ignorância, num sabia da imensidão. da janela do hotel, pelas brechas entre os enormes edifícios, eu via aquela água toda e juro, era que nem meu mar no ceará hahaha.
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à tarde nós pegamos o carro e dirigimos direção norte, maior parte do tempo na beira do lago, não fosse um longo trecho com mansões maravilhosas que impediam a paisagem.
voltamos pra chicago, devolvemos o carro (nunca vi estacionamentos tão caros, acho que nem em nyc o preço é tao alto!) e fomos jantar.
como comentei no post anterior, o plano inicial era ir pra michigan e ficaria menos de um dia em chicago. a mudança foi meio em cima da hora, por isso não planejei direito encontrar com outras blogueiras na cidade.
na segunda mandei e-mail pra leila perguntando se a gente podia se encontrar na terça pela manhã enquanto meu paul tava no seminário. ela topou na hora, já que é uma “vadia” que nem eu :-))
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gentilmente, essa morena simpática foi me pegar no hotel e fizemos um passeio no lado sul. depois fomos até a casa dela (chic toda, viu?) e decidimos caminhar na beira do lago até o aquarium. enquanto isso, haja conversa com a bela paisagem nos acompanhando. o tempo passou voando e tivemos que voltar rápido porque era chegada a hora de fazer o check out no hotel e ir pro aeroporto.
e assim foi a viagem. kel, voce tinha razão: gostei demaisssssssss de chicago. não conheci muito do resto da cidade, mas o que vi me agradou bastante.
cintia, kim e leila, muitíssimo agradecida. valeu! adorei conhecê-los e espero encontrá-los novamente.
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pra chicago lá vou eu

illinoismap.jpg meu paul tem uma reunião de trabalho em chicago na terça-feira. dai aproveitamos que a passagem e o hotel dele já estão pagos e aceitamos o carinhoso convite da cintia pra ir conhecê-la e passar o fim de semana por lá.
o primeiro plano era de ir também visitar a casa nova da luciana, mas uma justa e boa causa nos fez desistir 🙁 . o paul conseguiu marcar uma reunião importante na segunda pela manhã, então o tempo que ficaríamos seria muito curto. michigan fica pra outra oportunidade, com mais tempo pra curtir.
maladesenho1.jpg viajar é um dos maiores prazeres que tenho nesta vida, por isso estou aqui toda animada. já fui cortar o cabelo e agora me desculpem mas vou arrumar as malas.
fica o desejo de bom fim de semana pra nós.

blog e as novidades

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tenho pensado como essa coisa do blog vai passando por fases. até pouco tempo eu tinha assunto todo santo-dia e as vezes fazia mais de um post num dia só. não acho que os assuntos tenham se esgotado, porque eu costumo escrever sobre o dia-a-dia e sempre haverá do que falar. não posso dizer que é falta tempo. ando um pouco mais ocupada, mas acho que tempo é uma questão de preferência. já houve dias d’eu acordar as 6 da manhã e postar.
é fato também que não ando visitando todos com a mesma frequência de antes e, muitas vezes não deixo comentários. porque? sei não. se não tenho nada interessante pra falar, por mais interessante que seja o post, ando preferindo me calar do que me sentir na obrigação de deixar minhas pegadas. digamos que o blog era prioridade máxima e agora virou prioridade média. o que não significa que deixou de ter importância. não! I love blogging!
então fica uma explicação boba por não está postando nem visitando nem comentando do mesmo jeito de antes. afinal, a vida é uma mutação constante.
p.s. a foto eu roubei da fer.
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criei vergonha na cara e me inscrevi num curso de inglês. “foi muito bom para mim” ficar incapaz esses dois anos. aproveitei bastante esta fase de “não saber falar”, mas é chegada a hora (a minha “hora”, porque muitos haverão de dizer: só agora?) de interagir mais com este país e qualquer coisa que eu queira fazer, é preciso saber falar melhor.
e mais uma vez pude constatar que quando a gente quer de verdade uma coisa, não tem jeito, a gente acha!
logo que cheguei aqui procurei bastante um curso dentro das minhas condições financeiras e horários. quando o curso era baratinho, nos communities colleges, eram sempre à noite ou nos fins de semana. ai eu não via sentido passar o dia todo vadiando, e quando o paul chegava em casa eu iria pro curso. assim fui deixando o tempo passar, alimentando esta condição de “incapaz” pra poder vadiar.
shakespeare.jpg ser independente fazia parte de mim, e talvez por isso mesmo quis experimentar a dependencia quase total. quando isso acontece por opção é bem legal. tenho um retrovisor que me mostra que posso me virar seja lá onde for, então resolvi relaxar e curtir esse tempo só na vadiagem. confesso que achei bom demais poder desfrutar do “nada a resolver” e ter o paul resolvendo praticamente tudo. hoje já resolvo muita coisa sozinha, mas pra estudar e trabalhar de verdade preciso aprimorar bastante o meu ingles.
então, semana passada me determinei e achei rapidinho um curso num college na cidade vizinha (jersey city), baratinho, segundas e quartas, das 9 às 11 da manhã. vamos ver se algum dia consiguerei ler shakespeare no original!