la pegando fogo, aqui chuva muita

era 5 da tarde. o ceu cor de chumbo. muitos relampagos seguidos dos estalos de trovoes. e muita agua cai. e eu aqui pensando que essa agua podia estar caindo na espanha e em portugal onde o fogo arde sem que o homem consiga domina-lo. la se foram muitas florestas e pessoas inocentes.
transcrevo aqui um texto do alex que mora em lisboa:
“…é sobre o fogo-inferno que quero escrever. Sobre o fogo que não conhece fronteiras e as atravessa com o sopro do vento. Sobre o fogo que nasce e se recusa a morrer enquanto não consumir quilômetros e quilômetros de mato e floresta. Sobre o fogo que parece se vingar sobre aqueles que o combatem e mata aqueles que não têm hipótese de o fazer ou de fugir. Sobre o fogo que destrói habitações isoladas ou entra por aldeias e vilas. Sobre o fogo que reduz uma vida de trabalhos e canseiras a cinzas e fumo. Sobre o fogo que as lágrimas do desespero da perda e da impotência no seu combate não conseguem apagar. Sobre o fogo que parece rugir. Sobre o fogo que, de dia, quer obscurecer o sol com o seu fumo. Sobre o fogo que, na noite, se quer substituir ao sol com a sua luz. Sobre o fogo que cala o cantar dos pássaros e das cigarras. Sobre o fogo que transforma o verde-esperança em negro-morte.