é o meu sentimento atual.
depois de algum tempo sem vadiar de verdade, encontro em dois blogs – na helô e na graziela – o mesmo poema, de fernando pessoa. já que ele estava me seguindo, ei-lo:

Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca…
[foto: peguei daqui]
7 comentários em “liberdade”
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Tb vi na Helô, mas adorei reler aqui. Ainda mais em caligrama. Um abraçuu.
Lindo mesmo !!
Beijos.
Eu amo este poema. Adoro ouvir na voz do grande senhor do teatro português, Villaret.
Gosto até de lê-lo alto.
Beijão querida
ai que delicia de poema… to precisando sentir essa liberdade, mas meus pensamentos me corrompem :0).
bjs
fernando pessoa sempre bonito
bj jr
Esse poema é o que há… e como comentei lá na Helô, escolher é a liberdade. E viva a sua liberdade… tô doidinha que chegue dezembro pra ir te ver lá em Cumbica e te dar um abração! Muitos beijos !
Obrigada pela citação, amiga. Eu não posso ficar lendo muito este poema, senão largo tudo e vou viver de brisa. Mas que eu ando com vontade, ah, isso ando! Beijão.