

o paul foi andar sexta-feira de manhã e voltou pra casa radiante, com os olhinhos brilhando, feito menino pequeno, porque tinha achado um lugar cheio de framboesas. assim que chegou do trabalho fomos de bicicleta colher as frutinhas.
eu, nordestina. nunca que tinha feito isso na vida, levei algumas furadas dos espinhos. já o paul estava viajando no tempo, cheio de alegria com as lembranças da infância quando iam colher berries e depois fazer torta.
hoje cedo fomos colher mais e agora o paul tá ali terminando de fazer uma torta. hummmmmm. eu que não era de comer doces, hoje em dia lambo os beiços :o)
que tenham um final de semana com gosto bem bom, viu?
parabéns, meu irmão!

cada doido com sua mania. esse doidim ai, gerardo filho, é o próprio irmão que foi parar no livro dos redordes por ter a maior coleção de versões diferentes de uma música, no caso “my funny valentine”. uma vez eu comentei aqui sobre isso, quando ele ficava me alugando pra comprar/enviar versões.
gerardo, agora tem que começar a batalhar por outro recorde: o da paciência dos familiares e amigos de ouvir, muitas vezes, duas horas seguidas da mesma música hehehe. congratulations!
fregueses

priceless I

achar esse lugar pra curtir o resto do dia e passar a noite: rocky gap




priceless II

chuva muita

desde de sábado à noite que chove por aqui. começou uma tempestade daquelas de dá medo em quem tem medo. sabe aqueles trovões que parece que o céu tá quebrando? pois era assim mesmo. nós estávamos num jantar numa ilha perto daqui e o jeito foi sair de lá debaixo desse toró. eu nunca tinha visto raios tão de perto, caindo direito na água (baía). ui ui!
hoje cedo parou de chover e até vi um pouco de sol, mas as nuvens ganharam de novo e haja mais trovões e água muita. sair de casa na chuva eu não gosto naum (cearense tem medo de encolher ou derreter hehehe), mas dormir com o barulhinho e o ventinho é bom demaissssss.
e aquelas folhagens que falei antes, não eram bem só folhagens. olha só que belas flores vem por ai:


copa? acho que só eu que tou completamente por fora de tudo! estava certa de que o jogo era à tarde… fui devolver bicicleta, fui no super, fui na massagem e na aula de ioga. cheguei em casa antes das duas pra ver o jogo :-s. tsc tsc tsc.
pra compensar assisti frança x espanha que acabpu agora: 3×1. aller brésil!
Como invejamos a Copa do Mundo – KOFI ANNAN
VOCÊ PODE ESTAR se perguntando por que o secretário-geral das Nações Unidas está escrevendo sobre futebol. Mas a Copa do Mundo faz com que nós, nas Nações Unidas, morramos de inveja. Como o único jogo realmente global, praticado em todos os países, por todas as raças e religiões, é um dos poucos fenômenos tão universais quanto as Nações Unidas. Podemos até dizer que é ainda mais universal. A Fifa tem 207 membros. Nós temos 191.
Mas existem outros motivos de inveja. Primeiro, a Copa do Mundo é um evento no qual todos conhecem seus times e o que eles fizeram pra chegar até lá. Todo mundo sabe quem fez um gol e como e quando ele foi feito, conhece quem perdeu a oportunidade de fazê-lo e lembra quem conseguiu evitar um gol de pênalti.
Gostaria que tivéssemos mais competições desse tipo na família das nações. Países competindo pela melhor posição na escala de respeito aos direitos humanos, um tentando superar o outro nas taxas de sobrevivência infantil ou de ingresso no ensino médio. Estados fazendo performances para o mundo todo assistir. Governos sendo parabenizados pelas ações que levaram àquele resultado.
Segundo, a Copa do Mundo é um evento sobre o qual todo o planeta adora conversar. Discutir sobre o que seu time fez de certo e o que podia ter sido feito diferente, sem mencionar o que o time adversário fez ou deixou de fazer. Pessoas sentadas em cafés em qualquer lugar, de Buenos Aires a Pequim, debatem intensamente os melhores momentos dos jogos, revelam um profundo conhecimento não só dos seus times, mas dos de outros países e falam no assunto tanto com clareza quanto com paixão.
Normalmente, adolescentes calados tornam-se, de repente, eloqüentes, confiantes e incríveis especialistas em análise. Eu gostaria que tivéssemos mais desse tipo de conversa mundo afora. Cidadãos engajados na discussão de como seu país poderia ter melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento Humano, na redução de emissões de carbono ou de novas infecções de HIV.
Terceiro, a Copa do Mundo é um evento que acontece num campo igualitário, onde todos os países têm a chance de participar em termos equitativos. Somente duas qualidades importam nesse jogo: talento e trabalho em equipe. Eu gostaria que tivéssemos mais dessa homogeneidade na arena global. Negociações livres e justas, sem a interferência de subsídios, barreiras ou tarifas. Todos os países tendo chances reais de desenvolver seus pontos fortes no palco mundial.
Quarto, a Copa do Mundo é um evento que ilustra bem os benefícios da interação entre pessoas e países.
Cada vez mais seleções nacionais contratam técnicos de outros países, que trazem novas formas de se pensar e jogar. O mesmo vale para os jogadores das mais diversas nacionalidades que, entre as Copas do Mundo, representam clubes em países distantes dos seus. Eles trazem novos atributos para seus novos times, crescem com a experiência e são capazes de contribuir ainda mais para seu país quando a ele retornam.
No processo, eles muitas vezes se tornam heróis nos países estrangeiros, ajudando a abrir corações e mentes fechadas. Eu gostaria que fosse igualmente simples para todos enxergarem que a migração humana em geral pode criar ganhos triplos para migrantes, para seus países de origem e para as sociedades que os recebem.
Esses migrantes não só constroem uma vida melhor para si mesmos e para suas famílias, mas também são agentes de desenvolvimento econômico, social e cultural nos países em que vão trabalhar e em seus Estados nativos. Quando retornam, inspiram os que ficaram com suas novas idéias e seus novos conhecimentos.
Para qualquer país, jogar na Copa do Mundo é uma questão de profundo orgulho nacional. Para países classificados pela primeira vez, como Gana, onde nasci, é uma questão de honra. Para aqueles que estão participando após anos de dificuldades, como Angola, promove uma renovação do espírito nacional. E para aqueles que estão divididos por conflitos, como a Costa do Marfim -cujo time na Copa é um único e poderoso símbolo de unidade nacional- inspira a esperança no renascimento nacional. Mas talvez o que nós mais invejamos na ONU é que a Copa do Mundo é um evento no qual vemos realmente os gols serem alcançados. E não estou falando somente dos gols que um país marca. Também estou me referindo ao gol mais importante de todos: estar representado lá, fazendo parte da família das nações e celebrando a humanidade comum a todos.
Vou tentar lembrar disso quando Gana jogar contra a Itália no dia 12 de junho. Mas claro, não posso prometer que vou ter sucesso.
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KOFI ANNAN , 68, economista ganês, é secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas)
Folha de São Paulo, sexta-feira, 09 de junho de 2006
TENDÊNCIAS/DEBATES
—-> por que é, heim, que os estados unidos não se envolvem com a copa do mundo?
aqui outra questão…
“…A pátria de chuteiras hasteia suas bandeiras apenas a cada quatro anos por pacotes de alegria de noventa minutos. Em torno da bola, mostra uma capacidade ímpar de união e civismo. Quisera eu ver igual demonstração de organização por outras causas. Pela educação, pela saúde, pelo controle dos gastos públicos, pela redução da carga tributária, pela segurança, pela redução das desigualdades sociais, pela ética na política…” (Tom Coleho)
o texto completo aqui
pretensão humana
horário de funcionamento do “refeitório lilia-vadiah”:
das 7 às 8 – esquilos
das 8 às 9 – pássaro preto azulado + dove (são pombos mas não são aqueles pombos urbanos… eles chamam de love dove)
das 9 às 11 – cardeais, golden finches, house finches, sparrows
das 11 ao meio-dia – blue jay
livre de horário: pica-pau
a tarde segue a mesma ordem de chegada!
só assim viu? porque a bagunça no quintal tá medonha. não tem amendoim que chegue. boto pro blue jay, os pretos pegam. boto pros pretos, os esquilos pegam. e, enquanto os pássaros grandes estão rondando, os pequenos não se aproximam. tá raro de ver um golden finche. os housefinches são mais afoitos e até que se chegam entre uma revoada e outra dos pretos.
pra alívio do meu bolso, descobri que os pretos gostam de pão. o interessante é que ele pega o pão e vai mergulhar na “banheira”. legal demais.
os hóspedes que passam por aqui ficam impressionados com o movimento lá fora e supressos de ver a diversidade. a receita é simples: alimente-os que estarão sempre por perto. e depois não se arrependa :o)

casal de pica-pau
e por falar em hóspedes, domingo chegou o amigo de fortaleza que fui encontrar em nyc. se eu já não estava parando aqui na frente da tela, essa semana a ausência vai ser maior.
e respondendo à solange: NÃO amiga, decidamente, por livre e espontânea vontade, eu não voltarei a trabalhar fora de casa regularmente. trabalho de todo-dia o dia-todo não dá tempo naum!! eu até tenho aqui um rascunho de um post que explica isso direitinho e quando eu tiver tempo (hihihi) eu termino tá?
vou ali pedalar no parque com meu amigo e que vocês vão tendo uma bela semana!
dá certo naum
esse negócio de trabalhar atrapalha a vida gente, deus me livre.
já é quinta à noite e eu não consegui postar contando a viagem de volta via atlantic city (arrrgg), cape may, etc… visitar blog que é bom, necas… nammmmmm dá certo naum. cheguei e fui direto aguar (regar) as plantas que tavam tudo com a língua de fora com sêde. os passarinhos com as mãos nas cintura perguntando cadê as comidas todas… nammmm
e sabe o que mais? vou tirar a poeira e me arrumar pra sair que hoje é quinta, dia de jantar-fora.
amanhã não tem trabalho fora de casa, mas a casa tá aqui revirada, então “benedita” haverá de faxinar…
e o blog? sei não viu, um dia quem sabe as vadiagens voltam a ser como antes.

fui!
nyc e cape may

conversa quinta à noite no nosso jantar-fora semanal:
paul —> hoje teve saudade de nyc. a colega tal no trabalho veio me pedir umas dicas de onde ir, onde comer em manhattan…
lilia —> a gente pode ir no sábado cedinho, passar o dia todo em manhattan com o juninho (meu amigo de fortaleza que deveria chegar em nyc no sábado de manhã).
sábado às 8 da manhã já estávamos entrando no estado de delaware quando o amigo ligou dizendo que o vôo tinha sido cancelado e até àquela hora ele ainda sabia quando sairia o vôo. como quem anda pra trás é caranguejo, continuamos no mesmo rumo, no rumo da cidade-da-muvuca que eu tanto gosto.


bela coincidência: entramos em nyc pelo holland tunel ouvindo o caetano cantando “manhattan”. o dia só podia ser bom: andar, andar, andar, soho, canal street, compras, cerejas, pato assado comido na praça dos chineses, milk shake de café com chocolate do häagen-daz, little italy, cheese cake, cerveja, village, comida tailandesa, café, sono merecido.

acordamos antes das 6 da manhã pra ir pegar o amigo no aeroporto de newark. voltamos pro soho, tomamos café da manhã juntos e pegamos estrada de volta.
por hoje é só. depois eu conto e mostro a viagem de volta por cape may.