espia só:

WARNING: This site contains mature subject matter, including frequent references to spirituality, authenticity, trust, intuition, unconditional love and a sense of higher purpose. Some may be offended. Reader discretion is advised.
tradução capenga:
“este site contém assuntos de conteúdo adulto, incluindo frequentes referências à espiritualidade, autenticidade, confiança, intuição, amor incondicional e consciência com finalidade elevada. alguém pode se ofender. A discreção do leitor é recomendada. ”
é bom demais, né naum? achei aqui
@@@@@@
e por falar em espiritualidade, hoje postei um texto bem interessante no “palavras bem-ditas“. vou copiar aqui uns trechos, se der vontade o texto todo tá lá.
obisturieotear_anonimo.jpg “… Era um uniforme discreto: jaqueta cinza-azulado, camisa branca e calças grafite (saia para as meninas). Havia um detalhe muito importante na jaqueta, um emblema bordado do lado esquerdo superior onde se costuma dizer que é o lugar do coração. O desenho do emblema representava a idéia de átomo que se tinha naquela época. Eram três elipses, representando três órbitas de elétrons, todos girando em torno de um núcleo. No lugar do núcleo, entretanto, estava desenhado um livro aberto.
…Foi tal o sucesso da ciência em fazer predições e estimular novas tecnologias, que a palavra “científico” passou a ser sinônimo de verdadeiro. Não é raro, mesmo atualmente, ouvir alguém dizer para por fim a uma discussão: “o que eu estou dizendo é científico”! O outro interlocutor da conversa fica paralisado quando é invocado algo tão poderoso como a Ciência.
…O “Império da Razão” está cedendo lugar para o “Império da Consciência”. Entretanto, a sociedade ainda levará algum tempo para reconhecê-lo, aceitá-lo e para reger-se pelas novas leis. Haverá muita resistência, muito enrijecimento, até que a flexibilidade se imponha.
…Tudo leva a crer que o emblema a ser bordado na jaqueta do novo uniforme das escolas do século XXI deverá ser uma Mandala.
[texto “o bisturi e o tear” (Taunay Daniel)
fonte: humanitatis]

pinehurst-raleigh-clarksville-virginia beach-yorktown-williamsburg-jamestown

clarksvillemap.jpg

então foi assim:
ficamos no tal golf resort chic até 3 da tarde na sexta-feira e daí decidimos ir num lugar “cheio de água” na fronteira da carolina do norte com a virgínia. mas antes fomos em raleigh, uma cidadezinha sem graça alguma. mas paramos no centro da cidade pra tomar um café e achamos esse “raleigh street paint festival”:

raleighstreetpaintfestival.jpgraleighstreetpaintfestival_1.jpg
fotos: BellaBim’s
de lá pegamos o rumo da fronteira e de repente estávamos numa estrada estreita e escura que deu até medo. sabe aqueles postos de gasolina que a gente vê nos filmes, assim bem esqusito, escuro, deserto, e que sempre alguém assalta ou mata alguém? pois sim, vi vários deles. uia! hehehe
clarksvillel.jpgclarksvillemaphotel.gif
foto1: Joe Noah; foto2
em um desses postos, alguém nos indiciou uma cidade na beira de um lago que teria hoteis “legais”. seguimos numa estrada que nem esses postos tinha, era um breu só.
depois de alguns bons minutos de silêncio total entre eu e o paul, do tipo: “será que estamos indo na direção certa? que direção?”, enfim chegamos em clarksville, já umas nove e tanto da noite. só nos restava dormir o sono dos justos e assim fizemos.
sábado: tomamos café da manhã no hotel com o mapa na mesa pra decidir onde iríamos dali em diante. a idéia era ir pra williamsburg, mas pegamos o rumo de virginia beach.
virginia-beach.jpg VABeachFamilyRide.jpg
chegamos no meio da tarde e fomos caminhar nessa longa “beira mar”. a cada 100m tem bicicletas pra alugar, de todo modelo que imaginar: pra uma pessoa, pra duas, pra quatro, etc. pensamos em pedalar mas caiu uma chuva bem na hora e o jeito foi sentar e beber uma cerveja.
quando o paul sugere ir à alguma praia, ou eu fico calada ou não digo nada hahaha. não é por nada não, mas pra quem nasceu e viveu longos anos no nordeste do brasil, é osso gostar das praias daqui. mas pra ser bem honesta essa praia ai de cima não é das piores naum. pelo menos voce “entra” sem pagar. em agumas praias em new jersey além de ter que pagar, eu vi a coisa mais absurda por lá: um espaço “cercado” para fumantes. bom, deixemos as arengas pra lá.
[parêntese: vou ali catar mais umas fotos pra ilustrar os próximos passos e volto em breve tá?]
mapvirginiabeachtoyorktown.jpg
saímos de virginia beach no final da tarde com o plano de dormir em williamsburg [cidade histórica do início da colonização pelos ingleses] e assim foi, mas antes fomos até yorktown, vilarejo também histórico dessa mesma época:
riverwalk_all.jpg
cidadezinha na beira de um rio, bem bonitinha, arrumadinha, linda armadilha pra turista, que os americanos sabem fazer bem direitinho.
[parêntese2: quem não tem casa é sem-teto, e quem não tem mais câmera é sem-imagem? ho ho ho num é mole uma pessoa “sem-imagem” fazer post relatando viagem. inté já.]
mapthreecities.jpg

quando saímos de yorktown, já quase no pôr do sol (atualmente o sol tá se pondo perto das 7), pegamos uma estrada super bonita chamada “colonial parkway” que liga williamsburg, yorktown e jamestown. a intenção era de ir à jamestown, sentar à beira da água e tomar um vinho por lá. a ignorância nos pegou: jamestown é tipo um parque, sítio arqueológico, não tem mais nada de cidade e estava fechado quando chegamos. mas o visual da estrada pagou o mico da falta de informação.
colonialparkway.bmp
voltamos e entramos em williamsburg, que é uma armadilha pra turista ainda maior e melhor. tem umas 3 quadras, só para pedestres, cheia de lojas e restaurantes e cafés e tudo mais.
williamsburg_shopping4.jpg williamsburg_shopping.jpg
williamsburg_shopping2.jpg williamsburg_shopping1.jpg
comemos, bebemos o tal do vinho e fomos dormir em um hotel de beira de estrada. no dia seguinte fomos visitar a “williamsburg colonial”, que é o lugarejo restaurado e preservado, com pessoas vestidas com roupas da época, etc. o paul adoraaaa esses lugares e quase não consigo arrancar ele de lá. voltamos na “merchants square” pra tomar um café e fomos à jamestown. aí é que o paul gosta mesmo, porque o lugar é cheio de placas e ele não passa por uma sem ler. já aprendi, e pra não ficar enchendo o saco dele e ele o meu, pego meu rumo e ele o dele. mas de repente estava eu lá parada, lendo uma das placas sobre pocahontas.
pocahontas.jpg jamestown.jpg
eu não vi o filme nem lembro de ter lido sobre ela, mas taí que eu gotei da história (e lendas) dessa indiazinha danada. se alguém quiser saber sobre ela, achei esse link interessante.
tá bom né? já chega, até porque daí pra frente foi muita estrada, com belas e não-tão-belas paisagens, até chegar em annapolis, com o contador marcando 1054 milhas (multiplique por 1.4 que vai dar uma ruma de quilômetros)!! tem que gostar muito de estrada, e a gente gosta. tou até o talo de história americana[*], mas foi muito bom para nós :o)
[*] no caminho de volta o paul dizia que eu já estava pronta pra fazer o teste pra cidadania americana. quando chegamos em casa, encontrei na caixa do correio uma carta da imigração dizendo que o pedido de residência permamente tinha sido aprovado. iuruu. foram 3 anos desde que mandamos a primeira papelada. com 6 meses tive o passaporte carimbado e depois em menos de 2 meses estava com o green card provisório na mão. agora tenho que ir pessoalmente no escritório em baltimore, e eles vão carimbar o passaporte novamente, e em breve devo receber o cartão permanente. assim fico livre de complicações e burocracias por 10 anos. iuruuu.

consegui chegar em casa!

a novela foi longa. o estresse foi medonho, mas cheguei em casa nas primeiras horas do domingo.
agorinha tou sentada no lobby dum resort chamado pinehurts, na carolina do norte, onde o paul veio pra um encontro da empresa e eu vim de gaiata. internet só aqui, com o laptop literalmente no colo. volto pra casa no domingo pra chegar de vez e retomar a rotina.
p.s. não tem fotos de fortaleza. não vai ter fotos daqui porque minha câmera querida quebrou dois dias antes de ir ao brasil. snif.
pinehurstbeach.jpg terminei de fazer esse mini-post acima e fui fuçar na página do resort, e achei essa praia ai na foto. é bem nessa casinha que estou, tão somente eu, sentada de frente pra esse lago bem bonito, conectada piratamente.
atrás de mim tem um barzinho e fui lá perguntar se tinha cerveja. o rapaz disse que cerveja tem, mas ele é menor de idade e não pode me vender. humpf. não sei se caio na risada ou se me zango. aliás eu sei, vou me zangar não, porque além de não beber a cerveja ainda vou perder meu bom humor e a alegria de ter “achado” esse lugar.
voltamos a qualquer momento com mais informações sobre “uma matuta num golf resort”.

fui ali no ceará amolar meu alicate

alicateunha.jpg
mas volto logo!
update
era pra eu ter voltado pra casa na terça, 5/8, mas a falta de um pedaço de papel me fez voltar pra trás, com mala e cuia.
meu paul enviou o tal do pedaço de papel pela “de-aga-ele” com a promessa de chegar aqui ontem, quinta-feira. como foi feriado, eu estava certa que receberia hoje.
hoje eu ligo pra saber e não sei de nada.
não tem aprendizado zen que resista numa conversa com as “atendentes gerundiosas” dessas empresas. o que é isso heim? elas são burras e tem a certeza que somos iguais a elas. vários pedidos educados foram feitos para falar com um gerente, mas só depois de um bom e aplicado grito foi que consegui.
a “gerente”, que virou minha amiga de infância, me liga agora e diz que eles não sabem onde está o envelope: saiu de miami na quarta à noite mas não acharam em são paulo. e agora?
aguardem próximo boletim informativo a qualquer momento.
enquanto isso eu fico aqui exercitando todas as lições de “como enfrentar uma situação diferente do meu desejo”. urra!
p.s. o meu alicate tá bem amoladinho :o)

geléia geral

eu, heim?
domingo nós fomos pedalar numa trilha nova que fica em um parque do governo federal, vizinho à uma agencia de pesquisa de segurança nacional. meu querido paul dobrou no lugar errado e nós fomos parar na porta do “forte apache”. gente de deus, sabe aquelas coisas de filme? não tinha como voltar pra trás e logo que nos aproximamos da entrada, o soldado já foi saindo da toca. chegamos rindo pedindo pra não atirar. ele muito simpático disse que não atirava, mas que precisava das nossas identidades e que ia checar informações. quando soube que eu não era cidadã americana, perguntou pelo meu passaporte e eu prontamente respondi: não sou turista, sou residente, não ando com o passaporte. (até tirar minha carteira de motorista sempre andava com o green card, mas agoras tenho identidade e é ela que mostro). ele se conformou e ficou falando pelo rádio na parte atrás do carro. depois veio, pediu que a gente fosse um pouco mais adiante e esperássemos por uma viatura da polícia que iria nos escoltar, pois consideravam que nós estávamos na agência. minutos depois apareceu um carrão pisacando luz alta pra que saíssemos. depois que saímos, piscou de novo pra que parássemos. o carro parou do lado, e uma mulher grandona baixou o vidro pra dar instruções de não parar e que não nos assustássemos se alguma coisa de repente aparecesse do chão. nos escoltou uns 500m e deu meia volta. e eu perguntei ao paul: o que ela quis dizer com “aparecer coisas”? ele arriscou que se a gente fizesse algo suspeito, armas escondida no chão seriam ativadas. eu heim??? tou fora. espero nunca mais dobrar errado.

*******

[o gato tinha comido minha serotonina…
o tempo de uso, tá diminuindo os estrógenos e progesteronas
e o humor rodopiando, espalhando brasa pra todo canto…
tou em tempo de ficar banguela à custa de muita negligência, fumaça e falta de vergonha
conclusão: pega a doida!
aquela lilia-zeeeeeennnnnnnn ZUMIU.
mas tá aqui, ela ainda não foi pro asilo nem pra canto nenhum.
mas é que deu assim um abuso, um enjôo desse blog. desde que parei de funcionar à base de nicotina que eu me distanciei daqui e fiquei embromando. idéias não faltam. fotos também não. falta é aquela fissura, aquele prazer de todo dia tá postando e visitando os blogs que gosto. pois pronto, sumiço explicado :o) ]
há mais de um mês que eu tou tava numa tpm-sem-fim. já pensou?
meu paul? meu paul tava em tempo de me “rebolar no mato” (pra quem não sabe = jogar no lixo).
fui numa rezadeira. tá bom, tá bom, né rezadeira naum, é uma “herbalista”. (vocês lembram, os mais velhos claro, que os remédios antigamente eram líquidos e amargos?). pois ela juntou lá uns pós de pirlipimpim pr’eu usar na genviva e mandou fazer uma poção mágica pra sossegar os hormônios, desentoxicar o fígado e acabar com essa irritação, com esse destrambelho desmedido. pois a a bicha é amarga viu?
mas mais amarga tava eu, então vamos no princípio que os iguais se anulem.
canoacasaceuregina.jpg
foto: regina macedo
a ingrid vai dizer que eu tenho o cu virado pra lua, mas com o tempo eu aprendi essa equação:
intenção (desejo aprumado) + (quem tem fé não teme! ok, teme, mas é pouco hehehe) = universo conspirando e provendo (e as pessoas chamando de sorte!)
dai que eu passando por esse momento adverso, sabia que o melhor remédio mesmo seria tomar umas injeções de carinho/amor lá pelo meu ceará. não tem happy pill melhor do que colo de filho, colo de mãe, colo de familia, colo de amigos, banho de mar, etc… mas a tarifa não tem graça e pensei que as milhas não eram suficientes.
pois aprendi que na american airlines, que tem aliança com a tam, só precisa de 40 mil milhas pra viajar na baixa temporada: entre 16 de agosto e num sei quanto de novembro.
aí pronto, em duas semanas estarei partindo no rumo da terra do sol pra alimentar a alma, me abastecer e voltar com todo gás.