pedindo com fé, vem viu?

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[a foto é do parque, mas não foi no dia do filme]
quarta-feira da semana passada nos fomos pro “movie under the stars” assistir um filme no parque. o filme era um o que chamo de garapa, uma comediazinha americana bem boba: school of rock.
já haviamos combinado de ir ver filme por lá várias vezes mas nunca dava certo, e na quarta aproveitamos que o filho do paul estava aqui e fomos.
folding-chair.jpg é muito legal, muita gente com cadeiras, edredons, toalhas ou cobertores na grama, com comidinhas e bebidas.
quando saimos de lá, eu olhei pra aquelas cadeiras dobráveis e disse pro paul: a gente precisa comprar umas cadeirinhas dessas pra vir outras vezes e ficar mais confortável.
voltando pra casa, o paul foi com o filho pegar umas coisas no carro que ele viajou pra cá, e eu vim pra casa. de repente o paul me chega em casa com uma cadeira dessas, novinha em folha, que ele tinha achado na rua!!! tive uma crise de riso.
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então, eu ando acreditando que tenho alguns poderes. outro dia foi a varanda, desejei e ela me apareceu. agora a cadeira que o pedido foi atendido imediatamente. então preciso olhar bem muito pra esta imagem e ver se aparece uma ruma dindin!!!!!!!!!!!! quem sabe algum mafioso, fugindo da policia joga uma maleta cheia de dinheiro no meu jardim???
um ótimo fim de semana proces!!

plantão lilia report

image635663x.jpg valha meu deus, o governador do estado de new jersey acaba de renunciar do cargo e se declara gay!!!!
“In a stunning declaration, Gov. James E. McGreevey announced his resignation Thursday and used a news conference to acknowledge that he had an extramarital affair with another man.
“My truth is that I am a gay American,” he said.
“Shamefully, I engaged in adult consensual affairs with another man, which violates my bonds of matrimony,” the married father of two said, with his wife at his side.”
tradução a la lília: em uma estonteante declaração, o governador fulano anunciou sua renúncia hoje e usou a entrevista coletiva pra dizer que teve um caso extracongugal com outro homem.
“minha verdade é que eu sou um americano gay”, disse ele.
“vergonhosamente, eu tive um caso com outro homem, violando meus laços matrimoniais”. disse ele, que é pai de 2 filhos, com a mulher do lado.

conversa mole

bonecopensando.jpg depois de tantos posts varanda, varanda, varanda, falta-me assunto.
é aquela fase do mes que só tenho olhos pro meu próprio umbigo.
ando alienada do que acontece no mundo.
nao tenho visitado os blogs amigos como antes. sorry about that.
não tenho lido o que gosto de ler na net: notícias, crônicas, textos interessantes, etc
esse negócio de trabalhar, atrapalha minha vadiagem. .
tou com saudade da vadiagem total, mas também tou curtindo está ocupada com outras coisas.
mas isso tudo é desculpa, porque na verdade eu tou é com o juizo oco, sem nada interessante pra postar.
mas haverei de me inspirar 🙂

domingo…

e eu esqueci. hoje é o tal do dia dos pais.
enteado aqui de férias, trabalho que nao tou mais acostudama com isso… e tudo isso me fez esquecer o dia dos pais.
o dia foi passando, falei com minha mãe, meu irmão…
e ai, de repente bateu!
botei o frank pra cantar.. e foi logo “my way”… eu sei, eu sei é uma música que parece besta. mas, primeiro de tudo meu pai era louco alucinado pelo frank sinatra, e agora que consigo entender um pouco de ingles, a letra desta música tem tudo a ver com o fim da vida (fim aqui ne?) do meu pai.
e eu comecei a chorar compulsivamente, mas não era de tristeza, era só muita emoção transbordando. era felicidade de te-lo tido meu pai por tanto tempo aqui perto.
eu não sinto mais aquela saudade aguda. eu o sinto tão perto de mim, me protegendo tanto… eu quis tá lá com minha mãe, minha família, meu filho.
ai meu paul chegou “da caça”, ou melhor, “da pesca”, com um peixe bem bonito. assou na churrasqueira e comemos deliciosamente, brindando a vinda.
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uma boa semana pra nos.

aceitem minhas flores

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[peguei o texto na helenice dias atrás.]
perguiça de falar. preguiça de contar. preguiça. fim de semana é bom por isso, a gente não tem obrigação com nada, nem de vadiar!!!!!
update: conheci mais uma amiga blogueira ontem: carla. uma baiana muito porreta. passamos a tarde na varanada, jogando comversa fora, comendo, bebendo e alegrando o coração. legal demais. agradecida menina, por ter vindo me visitar. adorei!

lavando e engomando

quase que eu nao saio daquela mangueira, heim?
pois pronto, mas é que a vida da vadia não anda tão vadia assim como deveria.
arrumações na cliente, afazeres com apto do soho que tem hóspedes chegando, e um enteado de férias por aqui.
e, ainda tem muitas coisinhas miudas pra ajeitar na casa nova que vou fazendo devagarinho.
agora vou confessar uma matutice: eu nunca tive máquina de lavar roupa. a vida toda tive uma diarista que lavava e passava em casa. depois que cheguei aqui mandava roupa pra lavanderia ou eu mesma ia lavar nas maquinas. peças miudas, tipo camisetinhas, eu andava lavando à mão porque era uma hora que parava de fumar, já que fumar com mãos molhadas não dá ne?
mas agora, além de máquina de lavar louça (mais tempo pra vadiar), temos maquina de lavar roupa e eu tenho lavado até minha alma.
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e o mais interessante é este varal, do tempo do ronca. é muitol legal. a diferença da roupa secada nas máquinas e as secadas ao vento é imensa. e não corro o risco de perder roupa, porque desavisada, ja perdi uma calça que enconlheu e nao me cabe mais.
acabei de armar a tábua de passar na varanda … é é é, tudo na varanda!!! vou esperar o sol passar mais e vou engomar (cearense não passa roupa, engoma!), coisa que nao gosto de fazer, mas na curtição tudo é bom.
vamos ver se o vizinho também vai fazer cara de reporovação pra minha “engomação” hahaha.
que a vida lhes trate bem, amigos!
update:
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eu mato a cobra e mostro o pau! 🙂
esclarecendo: eu também não passo roupa com frequência não. a tábua de passar que eu tinha era dessas pequenas que bota em cima da mesa. aqui enconrei uma gigante e resolvi usá-la. quando chega o verão eu passo as blusinhas, vestidinhos e calças de algodão, porque fica muito amarrotado, parecendo que saiu da boca de um jacaré :-)))

tudo que faltar a gente inventa

ou, a improvisação em prol do prazer!
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a onda ontem foi pintar duas cadeiras, antigas, que achamos na rua há um tempo atrás. o sol tava bem quente, e primeiro tivemos que lixar, claro.
o suor começou a pingar e a se misturar com o pó da madeira. não pensei duas vezes, botei o biquini e tomei esse delicioso banho de mangueira.
o vizinho, aquele amigo do dono do apto, um italiano já idoso, quando me viu fez cara de “tsc tsc tsc”, e eu nem ai pra ele.
o paul se divertia com minha “invenção”, ja que por aqui não se faz isso.
no ceará, se não tem piscina, sempre tem um chuveiro, e se não tem chuveiro é a mangueira que faz a festa.
só tem um detalhe: a água aqui é bem fria, parece água da serra. mas foi ótimo resfriar do calor nesta brincadeira.
que o domingão seja bem bom.
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e o título do post acima serve pra ca também…”tudo que faltar eles vão inventar”.
enquanto eu tou aqui, concentrada no meu umbigo, alienada do mundo, lá fora os bushentos se desesperam. é assim que eu vejo cada vez que o ministro- para-assuntos-terroristas aparece na tv falando de novas ameaças e até elevou o alerta.
outro dia tava lendo sobre um livro que um agente da cia escreveu – engraçado que o livro não tem autor, o nome é anônimo, e quando ele dá entrevista aparece o rosto dele em silueta – e acho que as coisas que ele diz são muito pertientes. diz ele que é bem possivel, mesmo, que tenha algum ataque terrorista antes das eleições ou durante. mas ele defende que é porque, pra al qaeda, é muito bom que os busehntos continuem no poder. porque eles estào fazendo com que o mundo mulçumano se revolte e se alie. é melhor ter um idiota no poder do que alguém mais sensato.
diz o ministro que os alvos são os setores finaceiros de washington, new york e nordeste de new jersey. ui.
pronto, sai do meu umbigo mas vou voltar pra ele, que é muito melhor 🙂
uma otima semana pra todos nós.

desabafo

tem atualizações lá em baixo!
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estou com a macaca com esse bando de hormônios mal educados. indisciplinados, sem limite, sem horário, sem agenda.
parecem que estão na fase de adolescencia: só querem farrear, não querem dar satisfação de nada, da hora que chegam, da hora que saem.
e eu que fique aqui, doida, enlouquecida, desorientada sem entender essas emoções destrambelhadas.
tou aqui bem alegrinha com minha varanda, ai lá vem a confusão, parece bloco de carnaval – bloco do sanatório geral -, sai da frente se não eles vão atropelando mesmo. num tem negócio de “dá licença”, por favor não. chega de repente, num avisam que vão chegar e vão logo desarrumando tudo. quando eu menos espero, tão lá, invadindo a geladeira, comendo tudo, sujando o chão, fazendo a maior zona.
egua. sai de mim. vao procurar outra turma. quero saber de voces assim não, viu?
podem tratar de se acalmarem ai, ficarem quietinhos, como bons meninos bem educados e equilibrados. peguem um livro pra ler. sentem ali na espriguiçadeira e descansem e me deixem em paz. me esqueçam, façam favor!
ufa. fiquei calminha agora.
um ótimo fim de semana proces!
update: no fim da tarde uma amiga me disse que a lua tava cheia… ela deixa os doidos mais doidos… entendi.
ai sai de casa e fui no supermercado: a noite haveria de ser boa, depois do esporro que eu dei nos hormônios.
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ai estou, sentada na varandinha, começo da noite, com os vícios ao redor: computador, cerveja e cigarro; cortando cebola, tomate e pimentão pra fazer um vinagrete pro camarão…
e mais tarde ela apareceu …
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atendendo ao pedido do meu paul, aqui está minha foto que ele fez quando eu estava postando à luz de velas 🙂
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a casa é breguinha, mas ta ficando bem bonitinha
nada como carinho pra mudar tudo na vida
o piso, as paredes, os lustres, e os armários,
são bem feinhos, tadinhos…
diz que quem ama o feio, bonito lhe parece.
(terá sido a polyana?)
não sou polyana e até tenho bom gosto, só não tenho é dindin
então, quando vou à varanda, mesmo com chuva,
esqueço a estética, abandono os conceitos
e me delicio com a brisa que bate no rosto,
os ouvidos admiram o canto dos pássaros
e os olhos agradecem a paisagem verde,
se mais jovem ainda fosse,
a preferência seria morar em gotham city,
no meio do caos, do barulho, da música boa e da extravagância fantástica,
mas eu prefiro “abrir as janelas pra que entrem todos os insetos”,
e ter o tudodibom da cidade inesgotável bem alí
e aqui, quero mais é esta casa, que não é no campo,
mas dá pra ficar do tamanho da paz.
ainda não quero bichos pastando solenes,
nem sirenes atordoando minha serenidade
que só a maturidade traz
quero plantar e colher, com amor,
manjericão e violetas
com a certeza do meu filho legal, dos amigos do peito,
dos limites do corpo, e nada mais.
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a casa

backyard.jpg ao entrar aqui na sexta-feira, logo depois que o dono saiu foi bem estranho. ele tava numa tristeza profunda que me contaminou. me deu um banzo, uma falta de energia, empanquei. chovia muito, o que aumenta a melancolia.
olhava os cômodos do meio e não tinha luz nenhuma. rejeitei e voltei pro apartamento. lá fiquei como que perdida entre o térreo e o segundo andar. era tanta coisa pra fazer e eu não sabia por onde começar.
peguei o guarda-chuva e sai pra comprar umas coisas. não achava a loja que estava na minha frente. fiquei abestada.
mas tudo isso passou. a chuva. a melancolia. o banzo. tudo foi se transformando a medida que íamos arrumando. a alegria foi se instalando na casa toda.
o que me falta agora é tempo pra vadiar. tou indo trabalhar. e sinceramente, depois de passar três dias arrumando e limpando, isso era a última coisa que eu queria fazer hoje. mas se eu reclamar, vou ser castigada, então, lá vou eu!