
amém!

sem querer, eu achei uma explicação pro que eu tava chamando de viagem sem droga.
“O interessante no caso dos anjos é que, pelo fato de eles prescindirem de um corpo biológico como o nosso, a sua constituição inferior ou “corpo”, fica um degrau acima da nossa. Eles evoluíram para uma hierarquia logo acima do plano humano, onde têm à disposição possibilidades de incorporação na natureza ou na subconsciência humana. As suas energias e qualidades são necessária e intrinsecamente diferentes daquelas que vigoram para a assim chamada condição humana. As pessoas que sabem o que é estar intensamente expostas aos elementos (por exemplo, através de uma demorada excursão pelas montanhas, de uma perigosa viagem marítima ou de intenso trabalho em campo aberto) conhecem muito bem esta experiência subtil, em que nos apercebemos intuitivamente da presença nos elementos de forças para além da realidade física que nos cerca.” (Raul da Franca Leal de Carvalho Guerreiro)
hohoho
paul ontem à noite: “as tvs não falam mais nada sobre 9/11…”
eu: devem ter falado e mostrado as cerimônias mais cedo, quando fomos pedalar.
ele jamais esquecerá e eu, confesso, me faço de doida.
ground zero museum workshop. roubei na sheila




voltei. chegar de verdade, ainda não. a terra rodou mais lenta hoje. mentira. eu estava completamente lesma. ou tartaruga, à vossa escolha. não me deixe uma noite sem dormir que as consequências são imediatas. achei que ter dentista às duas da tarde ia me fazer chegar de verdade. nada mais real do que boca aberta com dentista futricando. saio correndo. a leseira era tanta que esqueci da hora. era bem perto de casa. chego às três-pras-duas, sem ter encontrado o nome do dentista. deus é pai. my name is lilia. i have an appointment at 2pm. nope. your husband canceled. hãmmmm? fiquei 43 segundos com cara de paisagem. estranho, ontem no avião ele me lembrou da consulta. ok. fazer o que? volta pra casa. de-va-ga-ri-nho.
talvez o efeito de retardada não seja só pela poucas horas dormidas. tem coisas que deixam a gente fora do ar. ou melhor, viajando sem parar. mesmo que a outra viagem já tenha acabado, a viagem continua.
voces devem tá perguntando que droga de droga foi essa que eu tomei… ei-la:





é incrível a quantidade de “eventos” que acontecem através da grande porta de vidro que tenho na sala. eu fico sentada aqui de frente pra esta paisagem, contemplando e me deliciando com o movimento lá fora.




a natureza veio com força. e o império nada pode fazer a não ser lamentar. new orleans é uma cidade-tijela. abaixo do nível do mar: golfo do méxico, à beira do rio mississipi e um lago pra completar. o furacão nem foi o que previram, graças. mas a desgraça é grande. as paredes (levees) que protegiam a cidade de inundações, romperam e a cidade ainda nada. mais 20 mil pessoas estão alojadas em um estádio e eu fico imaginando as condições. outras tantas só deus sabe quando poderão voltar pra casa (?).
e o pior drama pro império: gasolina. as refinarias foram inundadas. não tem energia elétrica. e a razão pra fazer guerra, vai literalmente por água abaixo.
oremos!
p.s. ele fez posts bem explicativos de como está a cidade com mapas, etc.
eu: o transporte público de annapolis é muito ruim. não entendo isso, afinal é a capital do estado. só extiste ônibus pra washington d.c. bem cedo de manhã. e os ônibus que circulam na cidade passam uma vez por hora. quem não tem carro pena por aqui.
motorista1: a senhora desculpa o que vou dizer mas é a pura verdade: há 20 anos atrás, quando eles foram construir o metro/trem na região a elite daqui não quis, porque os negros de washington d.c. viriam pra cá.
