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ela:
Bordo, costuro, tricoto, crocheteio, não pinto nem desenho, danço conforme a música, canto quando tenho vontade, não toco nada e nem toda arte me apaixona. Não fotografo e não entendo, nem teoria. Adoro ler, amo tecnologia mas sou fã do olho no olho. Louca por sabores e sensações – sou libra com muito escorpião. Tenho um senso de preservação chatíssimo, chega a doer. Gosto de animais e plantas, de gente também. Cabelos e peso dependem de fase, sempre sorrindo por fora, pouca gente me enxerga por dentro. Boa de garfo, faca e fogão. No bolso, nunca dinheiro, pouco conselho. Amo menos do que posso, não faço calos, mas se pisar no meu pé, fujo do tumulto. Gosto de chuva, de verão, de noite, de lugares que não conheci. Vivo no Rio, a vida também aborrece. Devo, não nego e to sempre pagando. Adoro colecionar gatos – inanimados -, se for de presente, melhor. Recebo mais do que dou. Cobro boa educação. Às vezes, mordo.
eu:
não sei bordar, costurar, tricotar, crochetar. não pinto nem desenho. já dancei muito, hoje nem tanto. danço conforme a música mas às vezes desligo, pra não dançar. canto muito ruim, mas canto. ja toquei flauta. hoje só toco a vida. nem toda arte me apaixona. faço fotos mas não entendo, só intuição. leio pouco. gosto de tecnologia. sou fã de olho no olho. mas gosto da troca anyway. louca por visuais e sabores – sou aquariana e nao sei o tanto de aires e de gêmeos. as vezes me falta senso, fico chatíssima. chega a doer. gosto dos animais que me aparecem, adoro plantas. adoro gente. cabelos e peso comportados, não mudam muito. sorrio por dentro e por fora. quem se aproxima enxerga por dentro facilmente. boa de garfo, nem tanto de fogão. no bolso muito mais conselhos que dinheiro. amo o tanto que posso, já amei fora da medida. calos não me cabem, muito menos sapato apertado. perco a festa mas não saio do conforto. não pise nem pegue no meu pé. antes que isso aconteça saio correndo. gosto de chuva -trovões, relâmpagos – dentro de casa. primavera, outono, verão, lugares novos. vivo em annapolis, usa. a vida é bela. devo, não nego, pago devagarinho. adoro coisinhas, se for presente, melhor. dou muito, sem miséria. joguei o caderno de contabilidade fora. a paga é certa. se prometem, cobro. posso morder.
e voce?
pois é. comecei a estranhar o comportamento do “jorge”. ele não tem medo de mim quando vou botar comida, só se afasta um pouco. ontem fui botar comida e o bicho saiu desembestado. ops. fiquei mais atenta. de repente tinha um comendo na minha frente e ouvi barulho debaixo de uma mesa que tem na varanda. lá estava outro. mas a comédia é que um tem medo do outro. mas o outro não tem medo do um. eles comem olhando pra baixo vigiando quando o outro (s?) vem.
e agora josé, quantos bichos eu adotei? melhor eu parar de brincar de blog e ir atrás de um lugar onde venda amendoim barato. hohoho


por outro lado, acho super bacana a política com o consumidor de algumas lojas por aqui. a começar pelo direito de devolução de mercadorias. se tem o recibo, devolvem o dinheiro sem questionar. se não tem, dão crédito em mercadoria. tem gente que compra, usa e devolve, e as lojas aceitam. preferem o prejuízo do que lidar com processos.





pode fazer o favor de levar esse vidrinho até a sala da ce-pe-i do mensalão?
que cabra cara-de-pau da porra! mas olha, passa o óleo só na cara dele, porque se escorrer pelo corpo vai piorar tudo. seu delúvio-de-dinheiro escorrega mais que sabonete! arre égua, cinismo tem limite!


quando tou dentro de casa. acho bem bom assistir a chuva cair.
