A convite da Débora que foi convidade pela Mari – que foi convidada pela Daise -, estou participando do “MEME 161”. O que é “MEME 161”? É uma brincadeira que consiste em seis etapas:
1- procurar um livro próximo (o primeiro que aparecer, não vale procurar um livro);
2 – abri-lo na página 161;
3 – procurar a quinta frase completa;
4 – postá-la no seu blog;
5- não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6- repassar a outros cinco blogs.
fui na estante atrás de mim e peguei o eu tinha posto lá há poucos dias:
“conversando com deus, livro II” de Neale Donald Walsch. e a frase é essa:
“Ainda assim, as sociedades verdadeiramente sem leis são sociedades primitivas, em que “o poder é direito”.
a frase ficou meio besta… se fosse o parágrafo todo faria mais sentido. mas valeu a brincadeira. e agora convido a quem passar por aqui e quiser brincar também. se for brincar, me avisa que boto o link aqui 🙂
e pra não dizer que não tem foto:

Autor: Lilia Lima
e por falar em árvores…

smile meu bem, smile!
james, “the tree man” (o homem árvore)

esse é o james, e ele logo diz que é conhecido como “tree man”.
eu sempre via o james andando pela rua aqui de casa, empurrando um carrinho de mão. o que me chamava atenção era o sorriso pregado na cara dele o tempo todo.
e eis que um dia vejo o paul conversando com james. [quer dizer, tentando conversar. james é jamaicano e eu mesminha só entendo uns bons 30% do que ele fala. o paul diz que entende uns 50%. mais parece que ele tem um chumaço de algodão na boca. e como eu fico fazendo marmota, ele fala rindo e aí é que não entendo nada mesmo.]
mas o fato é que o paul contratou james pra cortar alguns muitos galhos das 4 antigas e grandes árvores (carvalhos) que tem por aqui (1 na frente da casa e 3 no quintal).

bem que eu queria ter o dom dos contadores de estórias pra dizer bonito como james trabalha. eu parava o que tava fazendo aqui no computador e ficava olhando o “circo” que ele fazia sozinho. james não conhece muito a eletricidade, e se conhece não faz empenho dela. cortou todos os galhos com um serrote manual. oh yess! e o legal era ver o trabalho que fazia de amarração pra que o galho não caísse quando ele terminava de cortar. cordas e um imenso bambu eram as ferramentas do james. e eu aqui de boca aberta admirando o trabalho dele.
james nunca chegava antes do final da tarde. preferia os mosquito do que a quentura. trabalhava com um galho com folhas na mão e se “açoitava” pra espantar os bichos e aliviar as picadas.
e o sorriso lá, plantado no rosto suado.
a gente nunca sabia ao certo quando james viria. ele que escolhia o dia de trabalhar e assim se passaram dois meses. mas se ele sumisse, a gente sabia que na terça ele ia aparecer porque na quarta é o dia de coleta do “lixo vegetal” (eu que tou chamando assim mas vocês entendem né?) e ele viria ajeitar e botar tudo na calçada.
além de cortar os galhos, james foi contratado pra limpar os troncos arrancando as trepadeiras gigantes e também pra cortar a madeira e arrumar pro “inverno vigorso” que o paul tá esperando ter na flórida esse ano (hehehe).
a pilha de lenha menor é pra usar no firepit (aqui tem uma foto). o “restinho” da lenha, essa foto da direita, é pra usar nas duas lareiras de dentro de casa (uma na sala e outra na cozinha). e eu tou achando que vai ter fogo todos os dias independente da temperatura lá fora. e isso contando ainda que fico o mês de dezembro todo no brasil. meu paul vai ficar 15 dias sozinho, cheio de lenha e eu vou pegar fogo no meu ceará iuruuuuu

só sei que james gostou de trabalhar pra gente, tanto é a prova que ele terminou o serviço há duas semanas, mas uma das escadas continua ali no quintal. eu confesso que me apeguei ao james. boa companhia para as minhas tardes de verão.
sábado bem bom

ontem foi o dia do “há tempos que…. “.
morar aqui onde moro (winter park, florida) não precisa ir ao zoológico porque a gente vê um monte de animais ao redor. já tínhamos visto corujas incontáveis vezes, mas ou era tarde e escuro ou a câmera tinha ficado em casa. ontem foi a primeira vez que consegui fazer fotos legais. e o sábado começou com essa alegria bem no quintal de casa.
decidimos ir num parque nas redondezas pra passear de canoa, mas no caminho, finalmente encontramos o “birds of pray”, que é um lugar onde eles cuidam de pássaros predadores que se machucaram de alguma forma e lá vivem pra fins educativos. há meses a gente via placas indicando o lugar mas nunca achava. e olha o que vi logo na entrada do centro: parecia a irmã gemea da que vi no quintal 🙂


o passeio de canoa foi muito legal. a gente rema no riacho no meio da mata mesmo e o que todo mundo quer ver é jacaré. eu merminha não gosto de muita amizade com eles não, por isso nem fico procurando, mas acabei achando um bebezinho que tava saindo da água pra tomar banho de sol:

logo que a gente mudou pra cá, o paul vivia falando em jacaré, e eu só ria. achava que era folclore. até um dia que fomos num parque pequeno à beira de um lago, no centro da cidade e tinha uma placa avisando pra ter cuidado porque tem jacarés. eu heim! olha aí esse mapa abaixo (clicando na foto ela amplia):
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a seta é onde moro e tudo isso ao redor são lagos. pense na ruma de jacarés :-))))
mas eu tava falando era do passeio no sábado e de repente me empolguei com os jacarés.
pois sim, esse lugar onde a gente alugou a canoa, é um parque que tem uma grande piscina com fonte natural. tem vários lugares na região com essas fontes e no verãozão é onde o povo vai se refrescar. a água é bem friinha, super gostosa e relaxante. quando a gente terminou o passeio já tava tarde e tinha pouquíssima gente na piscina. melhor pra nós.

pra terminar ainda ganhamos outra coisa que sempre tem por aqui: arco-íris.
e muita gente pergunta se eu tou gostando de morar aqui e eu respondo: virei uma camaleoa, onde chego me adapto e acabo achando as coisas boas ao redor. imagine morar num lugar que no verão a gente sempre vê arco-íris! bobagem né? pois eu acho é bom. tem um bocado de outras coisas legais por aqui. qualquer hora dessas eu conto mais.
ô vida bela
liberdade, ano II

tin tin!
dois anos sem fumaça.
dois anos que tive a maior prova de que o que quero de verdade, eu consigo.
esse é o maior benefício de ter parado de fumar.
claro que tem muitos outros, mas eu sinceramente não sinto “na pele”.
claro que a auto-estima agracede. menos barganha e mais amor.
claro que quem chega perto também agradece pelo cheiro bom.
claro, tou bem feliz por mudar, ser e me sentir melhor.
brincando de vovô e vovó

ô negócio bom é ter um bebê por perto. eu acho. e por isso mesmo me ofereci pra ficar com a isabella de vez em quando, quando a mãe dela (uma ex-colega de trabalho de paul) quisesse farrear um pouco.
ela é muito bacaninha demais. só tinha convivido com a gente algumas horas em dois dias separados por algumas semanas. pois chegou aqui na boa, não teve um pio de choro sequer. pra dormir é a coisa mais maravilhosa: toma uma mamadeira de leite nos braços, mas depois disso fica na cama sozinha com o quarto bem escuro. pronto. dormiu a noite toda e só acordou às 8 da manhã, sorrindo e pedindo “baba”, a mamadeira.
fomos caminhando (ela no carrinho) pro parque no centro da cidade. ela se esbaldou de andar, correr, cair, levantar. voltou molhada de suor e imunda da grama e da areia. daí veio a melhor parte: o banho no spa. adorou! e a mãe chegou. foi tudo tão bom e passou tão ligeiro que tou aqui com gosto de quero mais.
continuando II último capítulo: descendo as montanhas

a idéia inicial era dormir três noites no parque, mas errei nos cálculos de quilometragens e pra curtir o resto do parque decidmos descer as montanhas devagar, apreciando “de um tudo”, e chegar em couer d’alene à noite. acordamos cedo e tivemos um belo nascer de sol de presente.
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clique na foto se quiser ampliar
saímos do hotel preparados pra muitas horas de estradas e com a certeza de que ainda veríamos muitas belas paisagens no caminho.



tou sem adjetivos pra descrever de jeito diferente a beleza das paisagens. a gente dirigiu um tempão entre as montanhas e de repente abria um vale imenso; quando menos se esperava aparecia um rio beirando a estrada ou lago verde-azul. e assim os olhos foram devidamente alimentados, deixando o botão do contente ligado 🙂

quando a fome atacou já tínhamos descido as montanhas. olhando no mapa vimos um imeeeeeenso lago (flathead), logo mais à frente e fomos procurar um restaurante na beira d’água pra matar a fome e continuar na apreciação da paisagem.

depois que saímos da cidade de lakeside onde almoçamos, foram muitos quilômetros atravessando uma reserva indígena com essa paisagem abaixo. e lá vem de novo meu encanto pelos fenos. não tinha os rolos, mas a terra era coberta com esse “capim” seco e com a luz do pôr do sol, ficava um dourado muito bonito.

depois daqui tivemos que atravessar uma montanha pra chegar numa estrada highway e nessa hora pegamos uma tempestadezinha medonha. eu quase tive medo (como se fosse possível ter “quase medo”), porque era tanto do raio e a gente dirigindo bem em baixo deles rodeados de árvores por todos os lados. uia. mas eu me peguei com meus anjos da guarda e depois de ter que parar num bar cheio de bêbados, num lugarejo no meio do nada pra saber onde etávamos, conseguimos pegar o rumo certo e chegamos no hotel em couer d’alene depois das 10 da noite. cansa, mas eu gosto muito desse movimento todo, principalmente arrodeada de tanta beleza.

a parte que falta agora é o trecho que fizemos com a cyn, brandon e rebecca. a cyn fez um post tão legal relatando essa parte, que eu vou parar por aqui.
foram cinco dias desde que saímos de calgary até chegar em boise. dirigimos 910 milhas (quase 1500km) no grosso porque desviamos um bocado pra ver o “hells canyon”.
foi muito bom para mim. cheguei em casa com a alma banhada, bem lavadinha, cheirosa, vestida com roupa de domingo, com o satifeito cheio até o talo 🙂
continuando… glacier national park
nada melhor do que não saber exatamente o quanto vai caminhar. meu paul me mostrou as trilhas e as opções de caminhadas que poderíamos fazer. escolhemos fazer a trilha até uma cachoeira (2.5km subindo, 5km ida/volta), e, se dali quiséssemos, iríamos até o iceberg lake. e lá fomos nós, faceiros. a primeira parte é a mais difícil, e como disse o menino na recepção do hotel, “é difícil só até chegar o topo da montanha” hehehe. é um trecho pequeno mas bem inclinado e cheio de pedra. e ele tinha razão, depois dalí a coisa melhorou bastante. mas claro, a trilha continua sendo subindo. parêntese: logo na entrada da trilha tem um aviso: “cuidado com os ursos. você está entrando na casa deles”. uia. até outro dia, quando caminhava assim no meio do mato, só tinha medo de cobra. mas depois que vi umas reportagens sobre ataques mortais de ursos, comecei a levar esses bichinhos a sério.
o aviso diz pra gente caminhar fazendo bastante barulho, batendo palma e falando alto, pois assim ele não se assusta com a gente e vai pra longe. normalmente as pessoa penduram uns sinos ou guizos grandes nas mochilas, mas o aviso diz que não é suficiente. então euzinha aqui, que não tinha sino nem guizo, passei o tempo todo batendo palma e gritando pro paul: i feel gooooooooooooood”. fecha parêntese.


chegando na cachoeira, nem pensamos, seguimos no rumo do lago. a grande novidade pra mim foi conhecer esses bichinhos lindinhos parentes do esquilo. o nome em ingles é chipmunk, não faço ideia como chama em português.


essa bunda é d’um alce preto que vimos um pouco antes de chegar no lago-pequeno. quando eu já ia dizer que o lago era muito pouco pro tanto que eu tinha andando, passou um caminhante dizendo que o lago-mesmo era logo mais na frente. uffa.

o tal iceberg lago é bem bonito mesmo. a gente chega cheio de endorfina liberada pelo esforço, olha pra aquela imagem e fica meio embriagado com tanta beleza. é alimento muito para os olhos e deixa a alma com o satisfeito cheio. as fotos não conseguem mostrar a grandeza das montanhas, nem a profundidade. no caminho a gente passa por um trecho onde tem um imenso vale cheio de pinheiros. é lindo demais, mas só mesmo uma lente grande angular pra mostrar a grandiosidade do lugar. eu até fiz um vídeozinho, mas sinceramente ficou bem fuleiro porque não mostrei o que tinha que mostrar. tsc. tsc. tsc. [eu achei esse vídeo interessante feito em 1966 que dá uma ideia melhor.]

sentamos na beira do lago pra descansar e comer um pouco. nessa hora deu pra sentir um finiquito nos pés e a vontade era tirar aquela bota e mergulhar os pés na água fria do lago. mas não ia dar certo não por isso fui só molhar as mãos mesmo. nisso deixei metade da minha maçã na pedra e quando voltei era o canto mais limpo: um chipmunk tinha pego. mas o engraçado é que a maça era grande demais pro pequeno bicho e a comédia foi grande. todos que estavam na beira do lago tiveram diversão garantida. fiz outra tentativa lilia-filmadora e pelo visto ia morrer de fome se fosse viver disso :-))

dizer que pra “descer todo santo ajuda” é bacana, mas os músculos das coxas fica se perguntando onde o santo foi parar. no final da brincadeira tínhamos caminhado 16km, montanha-acima-e-abaixo. pra quem faz hike com frequência deve ser pinto, mas pra nós que só fazemos caminhadinhas planas de manhã cedo, foi bem cansativo. o que ajudou bastante foi o exercício mental que o paul inventou no final da descida: cervejaaaaaaaaaaaaaaaa! é muito bom fazer essas “aventuras” no meio da natureza. mas eu confesso que se eu soubesse antes que andaria esse tanto eu desistiria. tem até um ditado que diz mais ou menos isso: “você não imagina o que pode fazer quando não sabe que não é capaz” 🙂 foi muito bom para mim.
ainda falta um bocadinho mas fica pra mais tarde.
contando mostrando (quase) de um tudo da viagem

a primeira parte da viagem foi visita familiar.
ficamos quatro dias em calgary, cidade na parte oeste, do canadá onde mora uma irmã e o pai do paul.
como eu já conhecia a cidade e choveu nos dois primeiros dias, ficamos mais quietos em casa curtindo a família.
na quarta-feira bem cedinho pegamos estrada no rumo do parque no lado canadense (waterton).
a estrada estava super calma, a viagem foi tranquila com paisagem bem bonita,
com as montanhas ao fundo.

[eu acho que devo ter sido fazendeira de feno em outra vida qualquer,
porque acho lindo ver essa paisagem com rolos de feno na estrada.]
em waterton village caminhamos um pouco, fizemos um belo e longo passeio de barco pelo lago
e depois fomos tomar uma cerveja no famoso hotel “prince of wales“.




o famoso hotel (esse prediozinho na foto abaixo e na foto do post anterior) foi construído no ínico do século
e aqui prá nós tá precisando de uma boa manutenção. mas a localização é bonita demais.
essa foto acima foi tirada da frente dele.

p.s. essas fotos todas foram tiradas com o “sol a pino” (acabei de aprender/lembrar que só tem “sol a pino” nos lugares perto da linha do equador. lugares ao norte e ao sul não sabem o que é isso hehehe).
o fato é que o sol tava alto e como sou só uma clicadora, as fotos ficaram todas claras demais. mas faz mal não, fica tudo-azul.
terceira etapa da viagem: glacier national park
depois da merecida cerveja, pegamos o rumo do glacier national park que fica no lado americano, no estado de montana.
eu estava curiosa pra atravessar a fronteira assim no “meio do mato”, e foi tão simples que não teve nem graça.
a foto da direita é a marcação da fronteira montanha acima e foi tirada no passeio de barco.
essa outra é na estrada antes de parar pra mostrar documentos.

entrando no parque

o hotel: many glacier hotel é bem antigo, acho que foi construído no início do século, mas é mais conservado que o outro no canadá. o que eu não sabia é que iria ficar três dias sem internet, sem sinal pro telefone celular e nem tv. essa última eu não faço conta, as outras coisas também não fizeram falta e foi bom saber que nos estados unidos ainda é possível se desligar do mundo no meio do mato :-).

a primeira coisa que fizemos foi uma caminhada ao redor do lago que fica na frente do hotel.
já era tarde, mas naquele lado do planeta (com o horário diferente), ainda deu tempo de caminhar os 5km da trilha antes de escurecer.
o melhor foi a colheita dessa foto abaixo.
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cansei. mais tarde eu volto porque ainda tem um bocado de coisa pra mostrar. me aguardem!