
harpers ferry é uma cidadezinha lindinha e cheia de história. pelo que entendi foi lá que começou a abolição dos escravos nos eua. a cidade parece intacta, do jeitinho que era. a natureza foi bem generosa: encontro de dois rios arrodeados de serras. ficamos num hotel bem antigo no alto com esta bela vista.



eu não pesquei, mas eles pescaram. fiquei só contemplando a natureza e a alegria de quando um peixe era fisgado. pescar deve ser um ótimo remédio pro estresse, ficar alí, no meio do rio, pacientemente esperando a hora de puxar a linha.

saímos do rio às oito da noite e pelo paul ficaríamos mais. fazia muito tempo que ele não pescava e queria tirar o atraso.
no domingo fomos andar pela cidade e pelo enorme parque que tem por lá. depois pegamos o carro e voltamos bem devagar, por estradas secundárias. o que adoro nessas estradas além da paisagem, é que nessa época sempre tem barraquinhas de fazendeiros vendendo frutas/legumes/verduras. comemos cerejas e ameixas frescas o resto da viagem toda! delícia.
uma semana deliciosa pra nós, com gosto de cereja doce!
curtas
tenho recebido visitas de beija-flor na varanda. eles não cantam(?), mas o balé que fazem é lindo demais. a visita é muita rápida e ainda não consegui fazer foto deles.
tem um esquilo, atrevido e destemido, que teima em vir na varanda. ele num tá nem ai pros meus gritos de “sai! sai!” se não vou perto dele, fica lá olhando pra mim como quem diz: que foi?
já fui mais apaixonada por eles, e não tenho nada contra, mas num quero ele bagunçando e quebrando meus jarrinhos de suculentas. me intriga porque a maioria deles que encontro pelo caminho, se assusta e sobe rápido nas árvoves. mas esse visitante assíduo tá pouco ligando pra mim. búuuuuuuuuuu pra ele.
ontem pela manhã tive que aguentar o barulho da motoserra cortando a tal da árvore que caiu. à noite fiquei surpresa quando vi que ainda estava lá no jardim. pois agora à tarde a motoserra voltou acompanhada de uma geringonça que tritura os galhos e joga o pó na caçamba de um caminhão. deve cair muita árvore por aqui pra ter uma máquina de fazer isso. eu heim?
achei essa foto acima, sem querer. me lembrei desse texto que fala da “arte de ver”.
eu nunca pesquei. amanhã vamos pra “harpers ferry” com a cyn e o brandon, que sempre vão lá pescar. vamos dormir por lá e conhecer essa região serrana. segunda eu conto “de um tudo”.

bom fim de semana pra nós.
tesmpestades de verão
ontem no começo da noite, de repente o céu escureceu e começou uma ventania medonha. trovões, relâmpagos, raios e chuva. do jeito que chegou, foi embora.
às 4 da manhã, acordamos com um barulho imenso, indescritível, bem em frente nossa janela. pulamaos da cama atordoados. um grande galho de uma árvore caiu em cima de um poste do jardim. o barulho da madeira quebrando junto com a queda no vidro do poste foi assustador.
hoje de manhã o engraçadinho do paul diz assim: “sei não, mas é a segunda árvore que desaba “perto” de voce em três dias”. hohoho.
e o domingo também foi bem bonzim
fomos pedalar mais uma vez na trilha do canal, que decidamente é a trilha que mais gosto. além da beleza natural, tem o conforto de pedalar à sombra das árvores. desta vez começamos em great falls, ponto onde paramos na pedalada anterior.

incrível como a paisagem é animada: cada tronco caído no canal, tartarugas respousam ao sol. a garça fez um lindo balé pra “pescar”, as borboletas acompanham a bicicleta. e os “mané-magros” voam fazendo um incrível desenho geométricos com as asas. não tem tédio. é um filme bem bonito com muitas variações. em alguns trechos a gente tem a vista bem legal do rio potomac. de repente some o rio. paredes de pedras imensas aparecem no lado do canal. e assim a gente pedalou 15 milhas (24km).
quando eu tava chegando de volta ao parque de great falls, escuto um barulho enorme. olho pro lado e vejo uma árvore imensa quebrar e desabar no lado do rio. foi emocionante 🙂

achamos “pouco” o passeio e resolvemos ir almoçar numa “praia”. tá certo, o mar tá bem longe, era uma praia na baía (chesapeake beach). e na verdade num tinha praia nenhuma, mas achamos um boteco do jeito que gosto e foi lá que almoçamos olhando pra baía com este maravilhoso coqueiro!!!
sábado delícia

ontem sexta às 7 da noite: meu paul chegou em casa, foi direto na geladeira, pegou duas cervejas e “ordenou”: vem! eu que sou a pessoa mais obediente que existe, me levantei e o segui. nada demais, ele adivinhou que eu tinha passado o dia todo na frente do computador e me levou pra sentar no jardim do condimínio e ficar lá namorando.
um barco-taxi passou e ele comentou que ainda num tinha andando de barco por aqui.

hoje sábado pela manhã: mais uma vez dei uma olhada em alugueis de barco, mas botei o rabinho entre as pernas ($350 por 4 horas)… dai sugeri que a gente fosse no sandy point park, mas estranhei querer ir lá porque sabia que ia tá cheinho de gente fazendo pic-nic, na minúscula praia à beira da baía. me deixei levar. botei o maiô e lá fomos nós.

tivemos uma surpresa maravilhosa! logo ao chegar vi uma placa: “aluguel de barcos” e fomos lá sem nem pestanejar. era uma lancha bem simplesinha e bem baratinha. rapidamente estavámos no meio da baía parecendo duas crianças radiantes! iuruuuuuuuuuu.

paramos nessa prainha deserta pra fazer nosso pic-nic e tomar banho na baía.
assim foi um delicioso sábado. eu que sou a rainha da programação, adorei o inusitado, e mais ainda ter me deixado levar pela intuição.
update: e à noite ainda teve essa lua de presente… espia como melhorei:

e nem li o manual e nem comprei tripé. botei uma mesinha em cima da mesa e depois um banquinho e fui virando o botão e experimentando… pronto! hihihi.
uma ótima semana prá nós!
da CPI, do “chiclete”e etc
CPI
caros amigos, eu sei que a coisa é séria, mas a verdade é que dei boas gargalhadas ontem assistindo o depoimento do sr. delúbio.
heloísa helena: o povo tagarelando e o presidente tocando a campainha pra fazer silêncio, e ela diz: “sr, presidente eu sou acostumada a falar com menino gritando atrás de mim, eu sou mãe…” ela fala isso, na maior simplicidade, no meio de uma longa explanação e não se perde. a criatura é radical e gasguita, mas confesso minha admiração por ela. fico imaginando o quanto não deve tá aliava de ter sido expulsa do partido.
“CHICLETE”
continuo trabalhando no palavras bem-ditas e curtindo muito. não é um blog… é um site de textos e fica lá disponível pra quem quiser ler sobre vários assuntos, principalmente refelxões, opiniões e ensinamentos.
A LUA E A “FOTÓGRAFA”

definitivamente eu preciso ler o manual da câmera e comprar um tripé hohoho.
vadiando, apresenta:

o mais novo “chiclete” da vadia.
“palavras bem-ditas” é meu baú de inspiração e aprendizado. juntei o útil ao útil e ai está pra quem quiser. tudo já foi publicado na internet. o que fiz foi classificar ao meu bel-prazer. ainda falta editar muitos deles, mas já dá pra vadiar por lá. fiquem à vontade.
importante: foi ela quem fez tudo que a tecno-burra aqui não sabe. santa-mô, beijos do tamanho do bonde, e desta vez além de agradecida, direi obrigada!!! deus te paga, viu?
participe!

“O objetivo deste fórum é elevar progressivamente o nível de conscientização de todos os brasileiros para que exerçam sua influência onde possível – na família, no trabalho, com os amigos, com os colegas, e especialmente com o seu voto – de modo que o Brasil, pela ação organizada de seus cidadãos, possa ser uma nação mais livre, mais justa, e capaz de oferecer a todos os seus filhos igualdade de oportunidades, sempre em um ambiente democrático e participativo.
A atuação política é uma das ferramentas mais eficazes para o objetivo pretendido, e certamente será o foco para onde as atenções devem se dirigir em uma primeira instância.”
mount vernon



domingo nós fomos à mount vernon. a abestada aqui achava que mount vernon era uma cidade histórica, bem bonitinha, onde tinha a casa do primeiro presidente dos estados unidos, george washington. pois num é naum, é só a casa e pronto. paga-se 11 dólares pra visitar e meu paul não titubiou. e eu? bom, eu fiquei assim com cara de égua. a propriedade é imensa e a fila pra ver a casa por dentro também. e eu… achando um saco tá naquele lugar. mas quem manda não se informar direito sobre as coisas. quem teve a idéia de ir até lá? eu mesminha… então bota o rabinho entre as pernas e trata de não achar ruim. o dia estava super quente e no final da visita eu estava morta e faminta.
levamos as bicicletas e vimos lindos parques com trilhas beirando o rio potomac no caminho, mas quem disse que o corpo queria pedalar? nananina.
paramos num parque e lá ficamos feito largatixa estirados na grama. eu comtemplando a paisagem e o paul dormindo que roncava :-)))
não procure o beija-flor…cuide do jardim que ele aparece

o post “das bodas de algodão” ficou meio mixuruca. queria ter escrito mais sobre nossa vida, nossa experiência juntos. falta de tempo é desculpa amarela, mas foi isso, também.
[sábado mais uma amiga virtual virou real. a cynthia veio pra cá com o marido e aí fiquei na função do limpa-arruma e faz comida. foi muito legal encontrá-los. ficamos aqui em casa um bom pedaço e depois fomos almoçar num restaurante à beira d’água, e finalmente comi os tais dos caranguejos, do jeitinho que a gente faz em fortaleza. desculpa adorável, mas estavam uma delícia!!! o mais engraçado foi quando chegamos em casa o paul falou: pela idade dos pais deles, eles podiam ser meus filhos!! hehehe. independente da idade, nos divertimos e tivemos um ótimo dia! (adorei amiga, nos veremos em breve, né?)]
há quem diga que não acredita em amores pela internet. o carpinejar escreveu um texto bem bonito sobre isso., “amor virtual”.
o que “falamos” é o que tem importância pra nós. durante a relação virtual já podemos sentir quem somos, o que valorizamos. mas o amor mesmo, eu acho que só vem depois com a convivência, o olho no olho, ao vivo e à cores.
nosso amor teve pouquíssimo tempo de “pegar na mão”. nos encontramos a primeira vez em fortaleza onde ficamos oito dias juntos, envoltos pela magia da lua e do mel. três semanas depois eu vim para nyc e ficamos mais dez dias, ainda sob a névoa, mas já fazendo planos sobre o futuro breve. um mês e pouco depois eu cheguei em nova iorque para fazer “uma experiência”.
nessa época meu nome era ansiedade. foi um período cheio de turbulências e tempestades de inseguranças. assim nos conhecemos na marra. cheguei a pensar que o nosso barquinho não resistiria e tive vontade de voltar ao cais. mas o tal do amor foi mais forte do que o medo e seguimos nossa viagem, enfrentando as adversidades, impulsionados pelo projeto comum.

um ano mais tarde começamos a sentir a delícia dos ventos brandos. aos poucos as coisas começaram a se encaixar e quando outra tempestade apareceu, já tínhamos aprendido um pouco sobre a arte de velejar.
há quem diga que relacionar-se é complicado… eu digo que é trabalhoso. tem que cuidar, sempre. se descuidar, complica mesmo. sou novata no assunto, é meu primeiro casamento. nunca morei junto antes. a analogia do barco é bacana, mas também gosto de comparar com uma horta. a gente tem que trabalhar todo santo-dia. arrancar as ervas daninhas que teimam em crescer. tem que regar, alimentar, proteger. cuidar com carinho e dedicação. o tempo pode ser um vilão e nós seres humanos temos a mania de relaxar depois que conquistamos. no período da conquista, ficamos mais atentos e depois tendemos a relaxar, como se o barco pudesse seguir sem comando, ou como se a horta sobrevivesse por conta própria. não, as relações são dependentes eternamente, como bebês que precisam de alimentos e atenção. elas não andam sozinhas, desandam.

não tenho receita nem acredito nelas, mas acho que alguns ingredientes são imprescindíveis:
o projeto junto (mesmo que cada um tenha o seu projeto pessoal); respeito; fazer acordos, de preferência antes que o desacordo apareça. ausência de tapetes (pra evitar que se coloque as dúvidas e os incômodos debaixo dele).
e “só” isso não basta. mas sem esses ingredientes a horta morre e o barco afunda!
confesso que, como qualquer um, eu me acomodo de vez em quando. mas a menor luzinha de alerta que acende, volto “aos trabalhos”, imediatamente. se deixar pra lá, vai acumulando… acumulando… e dez anos depois, quando o emaranhado tá grande, nos pergutamos: o que houve? onde errei? nem a memória é capaz de identificar onde “nós nos perdemos”… onde os nós começaram. e haja trabalho pra desatar.
por isso, sigo atenta, pra que esse amor continue crescendo. amém!
p.s. título foi inspirado na frase de mário quintana: “o segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.”